Muitos Amigos e Companheiros têm reclamado que gostariam de conhecer minhas opiniões sobre os assuntos do dia-a-dia, sobre as matérias dos noticiários, etc. Sempre ignorei tais instâncias porque, em primeiro lugar, pouca importância dou ao que a imprensa burguesa veicula, e, segundo, não entendo a relevância da opinião pessoal de um indivíduo que nunca se notabilizou em coisa alguma e que é o famoso “ilustre desconhecido”. Mas, de uns tempos a esta parte, as solicitações estão se tornando mais constantes e algumas até raiando a impertinência, então, resolvi atender ao pedido. Todavia, posso adiantar que, para a decepção geral, minhas opiniões, via de regra, discordam da opinião dominante, são politicamente ultra incorretas e chocarão certamente a sensibilidade burguesa.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Chulé do Pezão


O Governador Luiz Fernando de Souza, popularmente conhecido pela alcunha de Pezão, fez jus ao seu apelido e deu um baita pesão na população do Estado do Rio de Janeiro. Alegando queda na arrecadação do ICMS e nos royalties do Petróleo, ele fez cortes desastrosos no orçamento de diversas Secretarias. Só na área da Educação foram mais de 500 milhões de corte, na Secretaria de Saúde foram cortados 400 milhões,  e até na Segurança, que é sua menina dos olhos, e cujo titular é o  Beltrame, favorito de Cabral, ele fez um pequeno corte de 85 milhões. Aos terceirizados que já não vinham recebendo só resta o recurso à greve.

A queda de 2 bilhões na arrecadação dos royalties do Petróleo é uma das razões alegadas, MAS, um “crédito” de R$2.100.000.000,00 foram concedidos a uma Empresa! Aliás, a mesma Empresa foi beneficia com o diferimento de ICMS... Tudo bem detalhado no D.O. do dia 06 de Janeiro de 2015.

A arrecadação do ICMS, por conta da crise econômica, também diminuiu, o que seria outra justificativa para os cortes. No entanto, o Governo concedeu isenção de ICMS as Companhias de Ônibus e manteve a isenção de 50% do IPVA para mesmas Empresas, que fora presenteado por Sérgio Cabral, em 2014. O que não impediu o aumento das passagens para R$3,40 no Município do Rio de Janeiro e do aumento dos ônibus intermunicipais, que passarão de R$5,25 para R$5,90(!), em 1º de Fevereiro próximo. Em outras palavras, o cartel da Fetranspor tem o seu lucro aumentado, quer pelas isenções, quer pela transferência obrigatória diária de milhões de reais dos bolsos dos passageiros para as arcas do Barata e caterva.

Como se vê é um Governo de benesses para os Empresários e de arrocho para o restante da População.

Fico aqui me perguntando até quando vamos aturar este molambo moral a testa do Governo do Estado? Está mais do que na hora de mandar o Pezão de volta para o sapato, pois o mau cheiro da sua administração é nauseabundo.


Anauê!

domingo, 6 de outubro de 2013

FORA CABRAL OU FORA PEZÃO?

O Vice-Governador Luiz Fernando de Souza.


Sérgio de Vasconcellos

É mais do que evidente que o Governo do Estado está sendo alvo proposital de ataques sistemáticos visando inviabilizar  a eleição do Candidato Oficial de Sérgio Cabral, o atual Vice-Governador Luiz Fernando de Souza, popularmente conhecido por “Pezão”. Liderança alternativa, com base social no interior do Estado, parece que ele incomoda os “donos” da Política no Estado do Rio, porque é ele o principal prejudicado de toda esta campanha antigovernamental.

Agora, é a vez da Segurança, das UPPs, é o Amarildo para lá e para cá. O tal Amarildo deve ter sido liquidado pelos próprios traficantes da Rocinha, que devem ter suspeitado de sua rápida liberação. A Polícia não consegue explicar o sumiço porque vai ter de dizer a razão pela qual  o raio daquela viatura se deslocou tanto naquela noite, e a verdade talvez seja pior que aceitar a responsabilidade pelo desaparecimento do tal pedreiro... Mas, a “grande imprensa” está preocupadíssima, e não deixa o assunto esfriar.

Tratar de assuntos sérios é o que a imprensa não faz. Bem por trás do Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova, existe uma “Comunidade”. Ora, por que esta imprensa tão preocupada com a segurança não utiliza o apanágio do “jornalismo investigativo” e verifica se existe uma “boca de fumo” em tal favela e, em caso, afirmativo, averigua porque a mesma subsiste impunemente a sombra -  quase literalmente a sombra -, do Centro Integrado de Comando e Controle do Estado do Rio de Janeiro, inaugurado com toda a pompa e circunstância em 31 de Maio de 2013?  
 Fotos da fachada do CICC

Muitas outras matérias de cunho investigativo como a que estou sugerindo existem e poderiam ser trabalhadas pela Imprensa, porém, o que impera é a politicagem sórdida ditando reportagens pífias. Mas, não vou me alongar mais que o necessário.

Convenhamos que toda esta campanha “Fora Cabral” bem poderia se chamar “Fora Pezão”. E a quem interessa o crime? Aos eventuais Candidatos opositores: O asqueroso Lindbergh Farias, o ex-Governador Anthony Garotinho e o pusilânime Marcelo Frouxo; a mais longo prazo ao atual Prefeito do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, que já liquidaria com antecedência um opositor dentro do próprio Partido. Aliás, é mais do que claro que ele vem sendo preparado para ser o futuro Governador, na sucessão daquele que vencer o Pezão. O sr. Paes tem padrinho de peso – e não é o Pezão... -, como já disse em outra oportunidade. É uma lástima que a Política no Estado do Rio de Janeiro tenha descido tanto e que tais manejos antiéticos sejam encarados com normalidade pelos Partidos. Que os Eleitores fiquem atentos e votem com discernimento.

Anauê!


domingo, 23 de junho de 2013

Não é apenas por R$0,20?

Creio que, salvo por algum ermitão sortudo, todos temos acompanhado as manifestações “espontâneas” em diversas Capitais e grandes Cidades, sem qualquer vínculo com Partidos (não obstante o tremular de bandeiras do PSOL, PSTU e outros partidos comunistas), por conta do aumento das passagens dos transportes públicos (ônibus, barcas, trens, metrô), da corrupção, da defesa da atividade investigativa do Ministério Público, a favor da legalização do aborto e do casamento “gay”, da descriminalização das drogas, contra os gastos faraônicos com as Copas e Olimpíadas, etc., etc., etc., e que resultaram em violência, depredação de bens públicos e privados, saques, incêndios, etc.

Não entrarei no mérito da pauta de reivindicações, algumas justas, outras absurdas, porém, ressalto a completa omissão do Governo Federal, surpreendido até com simples vaias a Presidente Dilma Rousseff  (será que a bobalhona que está Presidente realmente acreditava nas “pesquisas” que apontavam a sua administração com alto índice de aprovação popular?), e que se limitou a reconhecer o direito de manifestação e condenar timidamente os atos de vandalismo. Também o Governo do Estado do Rio reagiu de forma canhestra, enviando propositadamente uma tropa da Polícia Militar despreparada para proteger a ALERJ, enquanto conservava imobilizado o Batalhão de Choque na Praça São Salvador, a dois quarteirões do Palácio Guanabara, caso os masorqueiros resolvessem sair da Cinelândia e manobrar até a Sede do Governo Executivo Estadual. Enquanto o sr. Sergio Cabral ficava tranquilo em seu Palácio, outro Palácio, o Palácio Tiradentes, Sede do Legislativo Estadual, cercado por uma súcia de subversivos sofria tentativas de invasão e incêndio, uma e outra combatidas por funcionários públicos, civis e militares, que cercados pelos insurrectos, foram deixados a própria sorte pelo corajoso Cabral. O Governador só autorizou a intervenção do Batalhão de Choque depois que, cansados de arruaça, os desordeiros recolheram-se na mais perfeita ordem – e “espontaneamente”, é claro – para as suas casas. O Prefeito não tugiu, nem mugiu, ele prefere se mostrar machão espancando bêbados emrestaurantes luxuosos da Zona Sul...

Bom, a consequência de toda esta movimentação foi o retorno das passagens ao valor de R$2,75 (na Cidade do Rio de Janeiro). Sem dúvida, uma grande vitória das lutas coletivas... Evidentemente, isto não afeta aquilo que dissemos em outro lugar, e certamente o cartel dos transportes saberá repassar esta perda de receita aos usuários, direta e indiretamente. Então, se a queda das passagens não afeta em nada a realidade política, e se neste momento, nos demais itens reivindicados, tudo permanece como d’antes no quartel de Abrantes, o que pensar de todo este alvoroço?

Este papo de “espontâneo”, sem interferência partidária, e que se articulou “espontaneamente” através de contato “espontâneo” de Brasileiros indignados via Facebook e demais redes sociais é conversa para boi dormir, e só serve para escamotear as massas que tem acorrido a tais manifestações a realidade, qual seja, a de que estão sendo manipulados. A maioria dos participantes pensa estar agindo livre e “espontaneamente”, mas, TUDO, desde o estado de espírito e motivação até a realização dos atos de protesto está lhes sendo imposto pelos meios de comunicação (e as redes sociais são meios sofisticadíssimos de controle e indução da opinião pública, justamente por nos dar a ilusão de sua liberdade e “espontaneidade”, ou seja, as massas estão sendo conduzidas. Mas, conduzidas para onde e por quem? Esta pergunta e a endereço aos meus leitores inteligentes e politizados.

Por ora, arrisco-me apenas a responder a pergunta que dá título a este Artigo, fazendo minhas as palavras de um trocista virtual: Não é apenas por R$0,20, é por R$0,40, afinal tem a viagem de volta...


Anauê!