Muitos Amigos e Companheiros têm reclamado que gostariam de conhecer minhas opiniões sobre os assuntos do dia-a-dia, sobre as matérias dos noticiários, etc. Sempre ignorei tais instâncias porque, em primeiro lugar, pouca importância dou ao que a imprensa burguesa veicula, e, segundo, não entendo a relevância da opinião pessoal de um indivíduo que nunca se notabilizou em coisa alguma e que é o famoso “lustre desconhecido”. Mas, de uns tempos a esta parte, as solicitações estão se tornando mais constantes e algumas até raiando a impertinência, então, resolvi atender ao pedido. Todavia, posso adiantar que, para a decepção geral, minhas opiniões, via de regra, discordam da opinião dominante, são politicamente ultra incorretas e chocarão certamente a sensibilidade burguesa.

sábado, 30 de novembro de 2013

Um autêntico Preso Político

Eduardo Fauzi


Em artigo anterior falei dos falsos presos políticos que infelicitaram a Nação com seus atos de banditismo.

Hoje vou tratar de um autêntico Preso Político: Eduardo Fauzi.

Apesar de conhecido em círculo restrito devido a sua luta em defesa dos mais necessitados e contra a exploração econômica do Povo Brasileiro, Eduardo Fauzi tornou-se nacionalmente famoso quando – durante um noticiário da famigerada Rede Globo – deu um merecido pescoção no sr. Alex Costa, que é o Secretário Municipal de Ordem Pública, servo fiel de Eduardo Paes, o Pior Prefeito da História do Rio de Janeiro.

Como o próprio Fauzi historia numa entrevista, seu gesto extremado foi fruto da indignação, a famosa gota d’água. Recomendo que todos assistam ao Vídeo.

Este episódio é bem elucidativo do nível estarrecedoramente baixo da Política na Cidade do Rio de Janeiro. Com interesses milionários envolvendo o fabuloso projeto do “Porto Maravilha”, o sr. Eduardo Paes não está se detendo diante de nada e lançando mão de qualquer expediente.

No dia 05 de Novembro de 2013, o sr. Alex Costa recusou-se a obedecer a uma liminar. Foi preso pela Autoridade Policial presente? Não! O Heroico Fauzi, após presenciar os reiterados abusos do sr. Alex Costa explodiu e deu-lhe um bem dado bofetão. Foi preso instantaneamente e arrastado a uma Delegacia de Polícia. Curiosamente, o Prefeito espancou um bêbado e continua livre e nem ao menos está sendo processado... Solto, foi  preso uma segunda vez, após apresentação de uma queixa do sr. Alex Costa. Ato contínuo, Fauzi passa a ser vítima de uma impressionante campanha de desinformação, acusando-o a imprensa burguesa de tudo: Falsidade ideológica, fraude, exercício ilegal de profissão, etc., só não foi responsabilizado pelo “suicídio” de Getúlio Vargas por absoluta impossibilidade cronológica. No entanto, esta mesmíssima imprensa burguesa não diz um “ai” sobre os escandalosos e multimilionários acordos envolvendo o tal Porto Maravilha, a defesa intransigente do cartel dotransporte “público” praticada pelo sr. Eduardo Paes, as obras colossais por conta da Copa e das Olimpíadas, etc. Quem assiste os noticiários, particularmente, os da negregada Rede Globo têm a nítida impressão  que existe uma unânime aprovação da administração Eduardo Paes, o que está longe de ser realidade.

Uma grande luta tem se processado longe das câmeras de TV entre os que defendem os interesses do capitalismo globalista e os que sustentam as aspirações do Povo Brasileiro. E não fosse o destempero do Heroico Fauzi ter se dado frente às câmeras de TV, e a “opinião pública” continuaria ignorando o esbulho praticado pelo Prefeito, uma vez que o terreno invadido pelo sr. Alex Costa tem dono, que não é a Prefeitura... Aliás, tanto sabia o sr. Alex Costa que estava errado aos descumprir uma decisão judicial que, uma vez evacuado o terreno mandou demolir as construções existentes, bem como ordenou que se despejasse uma montanha de entulho no mesmo, inviabilizando assim a reutilização do terreno, caso a Justiça garantisse a reintegração de posse. Lamentável! E ninguém protesta? O.A.B., Ministério Público, Políticos de “oposição”, etc., todos em silenciosa cumplicidade.

O Heroico Eduardo Fauzi amargou 20 dias em Bangu 8, enquanto os criminosos do Mensalão estão sendo tratados a “vela de libra”.

Como disse muito corretamente o nosso Companheiro Baruch BenTzion a luta que se trava hoje no Mundo é entre o Nacionalismo e o internacionalismo. O evento em que esteve envolvido Eduardo Fauzi foi uma escaramuça nesta guerra sem quartel, de um lado os sequazes do Capitalismo apátrida, e de outro, os Nacionalistas. O Heroico Eduardo Fauzi corajosamente escolheu a Pátria, e você, meu Leitor, de que lado está?


Anauê!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Presos Políticos?

Toda a imprensa burguesa cobriu a prisão da primeira leva de ladrões do Mensalão, com direito à fuga de um deles, e a “opinião pública” impacientou-se em saber se o “pobre coitado” do José Genoíno, “gravemente doente” cumpriria  pena em sua própria residência... , e aguarda inquieta a informação de quando os demais condenados serão recolhidos ao xilindró.

Aqueles ladrões que são do PT e de esquerda alegam que estão sendo perseguidos por razões ideológicas – são comunistas – e se consideram “presos políticos”. A imprensa burguesa em momento algum diz à “opinião pública” que a quase totalidade dos Juízes do Supremo são também comunistas e nomeados nos Governos de Lula e Dilma (que são marxista-leninistas), e que, portanto, a alegação dos réus é simplesmente uma grossa mentira com vistas a manter na ilusão os militantes comunistas jovens, destituídos de juízo crítico, que estão protestando nas ruas contra a prisão.

Na verdade, o que estamos assistindo é um expurgo branco dos quadros dirigentes do PT, orquestrado certamente pelo próprio Lula, com a cumplicidade de Roberto Jefferson. E o José Dirceu e seus cúmplices podem se considerar com sorte, pois, vivêssemos sob a “ditadura do proletariado” que eles tanto almejam, já estariam fuzilados.

Então, eles não são “presos políticos”? Não. Eles foram presos por conta da disputa interna pelo Poder no PT. Quando muito podemos dizer que foram “vítimas da politicagem”, e, é claro, da própria ganância, do roubo que praticaram no erário público. São, antes de qualquer coisa, LADRÕES, que estão sendo punidos porque é do interesse da facção que está dirigindo o PT no momento, não existisse tal disposição, todos estariam soltos e roubando ainda a Nação Brasileira.

E há – mesmo na esquerda – alguém tão ingênuo que acredite que estes são os únicos corruptos do governo marxista que infelicita o Brasil? Se me permitem o uso uma imagem muito pouco original, porém, bastante clara, estes réus do Mensalão são apenas a “ponta do Iceberg”.


Anauê!

sábado, 12 de outubro de 2013

UM ROUBO MAIS GRAVE QUE O DAS VIGAS!

Sérgio de Vasconcellos.

Disse em Artigo anterior que a imprensa burguesa não realiza matérias investigativas e o recente episódio do roubo das vigas do Elevado da  Perimetral é uma prova do acerto de nossa afirmação.

A imprensa totalmente escravizada ao Poder Econômico não questiona o roubo anterior praticado pelo Prefeito Eduardo Paes ao decidir arbitrariamente pela derrubada do Elevado e sua substituição por um Mergulhão e uma Via expressa. Mas, isto é roubo? Sim, é roubo! Milhões serão gastos para o benefício de todos os Empresários envolvidos, num autêntico saque ao Erário Público. Somente na blogosfera encontramos inócuos protestos a este crime. Mas, a opinião pública conduzida e induzida pelos meios de comunicação de massa, não exerce qualquer juízo crítico sobre a Obra Faraônica do Sr. Paes que antecedeu o roubo e, portanto, só trata e discute este último. Mas, não ficamos só em tal constatação, pois, apenas umas 18 vigas foram retiradas do Elevado, o restante será implodido junto com o mesmo no próximo dia 19, tornando-se mera sucata! E disso também ninguém fala! São perto de mil vigas que vão para o espaço! Se seis valem aproximadamente Um Milhão e Meio de Reais, o sr. Eduardo Paes está dando um prejuízo MUITO MAIOR ao Povo Carioca, que faz os gatunos das seis vigas parecerem ladrões de galinha perto do sr. Prefeito. Não está na hora do “impeachment” deste canalha? Até quando vamos aturar este verme desprezível infelicitando a nossa Cidade?

E para terminar: Será que estas Autoridades – e os Jornalistas venais a soldo do capitalismo apátrida – pensam que todos nós somos imbecis? É mais do que óbvio que tais Vigas nunca estiveram naquele terreno baldio e da Perimetral já tomaram o seu destino. Este papo que foram roubadas em Agosto ou sei lá quando é conversa para boi dormir e lagartixa cair da parede, como diria o ínclito Gustavo Barroso. Enfim, como único pedaço restante de uma das seis vigas está de posse do Sr. Eduardo Paes, então, creio que a Polícia deveria chama-lo também para uma acareação... O sr. Eduardo Paes continua sendo o Pior Prefeito da História do Rio de Janeiro.

Em breve tratarei de outro roubo que fará este das vigas ser INSIGNIFICANTE.


Anauê!

domingo, 6 de outubro de 2013

FORA CABRAL OU FORA PEZÃO?

O Vice-Governador Luiz Fernando de Souza.


Sérgio de Vasconcellos

É mais do que evidente que o Governo do Estado está sendo alvo proposital de ataques sistemáticos visando inviabilizar  a eleição do Candidato Oficial de Sérgio Cabral, o atual Vice-Governador Luiz Fernando de Souza, popularmente conhecido por “Pezão”. Liderança alternativa, com base social no interior do Estado, parece que ele incomoda os “donos” da Política no Estado do Rio, porque é ele o principal prejudicado de toda esta campanha antigovernamental.

Agora, é a vez da Segurança, das UPPs, é o Amarildo para lá e para cá. O tal Amarildo deve ter sido liquidado pelos próprios traficantes da Rocinha, que devem ter suspeitado de sua rápida liberação. A Polícia não consegue explicar o sumiço porque vai ter de dizer a razão pela qual  o raio daquela viatura se deslocou tanto naquela noite, e a verdade talvez seja pior que aceitar a responsabilidade pelo desaparecimento do tal pedreiro... Mas, a “grande imprensa” está preocupadíssima, e não deixa o assunto esfriar.

Tratar de assuntos sérios é o que a imprensa não faz. Bem por trás do Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova, existe uma “Comunidade”. Ora, por que esta imprensa tão preocupada com a segurança não utiliza o apanágio do “jornalismo investigativo” e verifica se existe uma “boca de fumo” em tal favela e, em caso, afirmativo, averigua porque a mesma subsiste impunemente a sombra -  quase literalmente a sombra -, do Centro Integrado de Comando e Controle do Estado do Rio de Janeiro, inaugurado com toda a pompa e circunstância em 31 de Maio de 2013?  
 Fotos da fachada do CICC

Muitas outras matérias de cunho investigativo como a que estou sugerindo existem e poderiam ser trabalhadas pela Imprensa, porém, o que impera é a politicagem sórdida ditando reportagens pífias. Mas, não vou me alongar mais que o necessário.

Convenhamos que toda esta campanha “Fora Cabral” bem poderia se chamar “Fora Pezão”. E a quem interessa o crime? Aos eventuais Candidatos opositores: O asqueroso Lindbergh Farias, o ex-Governador Anthony Garotinho e o pusilânime Marcelo Frouxo; a mais longo prazo ao atual Prefeito do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, que já liquidaria com antecedência um opositor dentro do próprio Partido. Aliás, é mais do que claro que ele vem sendo preparado para ser o futuro Governador, na sucessão daquele que vencer o Pezão. O sr. Paes tem padrinho de peso – e não é o Pezão... -, como já disse em outra oportunidade. É uma lástima que a Política no Estado do Rio de Janeiro tenha descido tanto e que tais manejos antiéticos sejam encarados com normalidade pelos Partidos. Que os Eleitores fiquem atentos e votem com discernimento.

Anauê!


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Um caos proposital

É de domínio público a péssima qualidade do transporte coletivo na Cidade do Rio de Janeiro. Acumpliciando-se com as Empresas de Ônibus, as Autoridades Municipais têm criado supostos corredores expressos que, com uma fictícia agilização dos percursos, têm justificado a diminuição dos ônibus circulantes (e, consequentemente, de toda a mão de obra envolvida); proibiram o chamado transporte alternativo em toda a Zona Sul e outras medidas que só visam encher os bolsos dos empresários do setor. Para fingir “transparência” criou-se uma CPI na Câmara dos Vereadores, que não vai dar em nada, pois, segundo as más línguas, cada Vereador recebe um polpudo “pró-labore” da Fetranspor.

Mas seria injusto que levantasse suspeição apenas sobre o Pior Prefeito da História do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, pois, se é verdade que Sua Excelência é o responsável direto em relação ao desastroso serviço dos ônibus, já o mesmo não podemos afirmar, por exemplo, em relação aos trens.

A sistemática destruição de toda a malha ferroviária brasileira, não começou hoje. Segundo Manoel de Paula Lopes, em artigo publicado há 20 anos, tal processo iniciou-se no Governo Jânio Quadros e prosseguiu ininterruptamente.

No que concerne a Cidade Maravilhosa, a população Carioca tem convivido com um pavoroso transporte ferroviário há décadas, e não posso assim colocar a culpa no atual Prefeito que, quando muito, pode ser recriminado por nunca ter tomado qualquer providência para melhorar o transporte ferroviário de passageiros.

Quando da privatização da Central do Brasil, os ingênuos acreditaram que tudo mudaria, afinal, a culpa era do Estado. Com a iniciativa privada os trens seriam maravilhosos. No entanto, o serviço piorou muito, os atrasos se tornaram institucionais, os defeitos corriqueiros, os acidentes comuns, a superlotação uma realidade diária, composições de quatro carros em dias e horários de pico e de oito carros aos Domingos, enfim, toda uma série de decisões operacionais estúpidas. Os problemas multiplicam-se dia-a-dia e nem a SuperVia, nem a Secretaria de Transporte ou qualquer órgão público tomam qualquer providência.

Ora, faço aqui a célebre pergunta: A quem interessa o crime? Logicamente, àqueles que tiram proveito do mesmo. E quem são eles? Por certo, não a própria SuperVia. Quem, então? A máfia dos ônibus!

Um transporte rápido, barato e eficiente por via ferroviária resultaria num esvaziamento dos ônibus para os grandes trajetos naquelas regiões e bairros atendidos pela SuperVia. Já um transporte ferroviário lento, irregular, de atrasos frequentes, sem conforto, perigoso e ineficiente só pode resultar na fuga dos passageiros para os ônibus, com incremento do lucro para os empresários do setor, e perda de substancial receita para a SuperVia.

O surpreendente é que a Odebrecht, a atual dona da SuperVia, não parece estar suficientemente preocupada com a situação. Certamente, na massa dos empreendimentos da Odebrecht, a SuperVia possa parecer insignificante, mas, qualquer empresa numa sociedade capitalista que não priorize a realização do máximo lucro e deixe “ao Deus dará” a administração de uma de suas empresas, não sanando os problemas e punindo exemplarmente as sabotagens internas, não merece a confiança dos seus Acionistas. E ainda me pergunto:  Se os Executivos da Odebrecht estão se comportando de forma tão irresponsável em relação à SuperVia, como estarão sendo geridos os demais negócios do Grupo? Se eu fosse acionista da Odebrecht colocaria minhas barbas de molho.


Anauê!

domingo, 11 de agosto de 2013

E o “Bom Combate”, onde foi parar?

Em Artigo anterior falei da J.M.J., e neste volto a tratar do mesmo tema, porém, abordando outro ângulo, muito mais grave.

Conversando com um dos expoentes do Laicato Católico, um nome conhecido nacionalmente, semanas antes do início das Jornadas Mundiais da Juventude, ele se manifestou apreensivo com a “instrumentalização” da J.M.J. Ingenuamente, julguei exagerada tal preocupação. No entanto, pelo que foi visto, ele estava coberto de razão e eu não poderia estar mais errado.

Seria longo e fastidioso relatar o que vimos e ouvimos, mas, para exemplificar como as forças anticristãs souberam “instrumentalizar” as Jornadas basta referir que o frade apóstata Leonardo Boff, com toda a pompa e circunstância, lançou Livro com sua visão herética sobre o novo Pontificado. Outro episódio ainda mais notório, a péssima cantora Fafá de Belém torturando os ouvidos Papais em “show” na Praia de Copacabana; e lembramos que na década de 90 ela já havia igualmente torturado João Paulo II no Maracanãzinho. Resta concluir que o “lobby” desta sra. junto a CNBB é forte, muito forte mesmo, afinal o que mais poderia explicar que uma ateia, comunista, pró-aborto, pró-eutanásia, pró-casamento “gay”, etc., fosse convocada para cantar para dois Papas num espaço de 20 anos? Será que ter tido um “romance” com o nada saudoso Senador Teotônio Vilela – que a terra lhe seja bem pesada -, e que era irmão de Dom Avelar Brandão Vilela, Primaz do Brasil, é uma credencial válida para os Bispos Brasileiros? Mas, deixemos esta podridão de lado e vejamos algo muito mais grave.

Como todos sabem trava-se hoje no Brasil um duro combate pela preservação da Vida desde o momento da Concepção. A luta pela legalização do aborto, desde que foi colocada na agenda do famigerado Diálogo Interamericano, e que a versão deste para o consumo dos idiotas úteis de esquerda, o mal denominado Foro de São Paulo, também o fez, repito, a luta pela legalização do aborto tornou-se uma constante nos meios de comunicação de massa, uma brutal lavagem cerebral que, pouco a pouco, vai vencendo a repugnância do Povo Brasileiro,  que é na sua maioria contra o assassinato de crianças ainda por nascer. Os que são contra o abortamento, dispondo de meios de comunicação de muito menos visibilidade, mesmo assim, estão conseguindo conscientizar a Opinião Pública Brasileira da monstruosidade que é o aborto. Ora, entre os que combatem este horripilante infanticídio estão os Católicos, no entanto, foram proibidas as manifestações Pró-Vida na J.M.J., ou seja, no momento que toda a chamada grande imprensa (falada, escrita e televisionada) cobria exaustivamente as Jornadas e, portanto, não poderiam deixar de exibir mensagens ou quaisquer manifestações Pró-Vida, houve tal proibição. Uma oportunidade única de atingir 200 milhões de Brasileiros  foi desperdiçada. Uma estupidez monumental!

Ao invés de sustentar desassombradamente a Vida, a Hierarquia Católica preferiu silenciar em troca do financiamento de grande parte das despesas com a J.M.J., e a visitação do Santo Padre ao Brasil.  Não por acaso tão logo o Papa Francisco retornou à Cidade Eterna foi aprovada a “profilaxia da gravidez”. Assim, os Bispos responsáveis conseguiram fundir num só episódio, a Matança dos Inocentes e as 30 Moedas de Judas Iscariotes.

No lugar de uma incisiva posição contra o aborto insistiu-se num discurso contra as drogas que, não deixando de ter importância, está longe de ter a relevância da Defesa da Vida desde a Concepção. Todo mundo falou contra as drogas, inclusive o Papa, que certamente o fez informado erroneamente de que as drogas eram o problema central dos Jovens no Brasil. Indiscutivelmente, as drogas são tremendamente prejudiciais, porém, jamais terão a ação devastadora do genocídio legalizado com a liberalização do aborto. A farsa antidroga foi até o ponto de levarem Sua Santidade a “inaugurar” um Hospital com mais de 250 anos de fundação, e que no seu atual endereço na Tijuca já ultrapassou a casa dos 100 anos de existência. Ora, que o Papa “que  veio de longe” não o soubesse é compreensível, mas, que o Arcebispo do Rio de Janeiro ousasse fazer com que o Sumo Pontífice participasse daquela pantomima é chocante! Mas, que esperar de um Cardeal que queria despachar o Papa Francisco para um lodaçal “bem longe”, lá em Guaratiba...

Capa do Livro sobre o Centenário (1977) do Hospital que o Papa Francisco "inaugurou"...

Enfim, a Igreja no Brasil mostra estar pouco sintonizada com os novos e arejados ventos que sopram de Buenos Aires, via Roma, de onde procede a orientação de que os jovens sejam revolucionários e contracorrente, enquanto a Hierarquia aqui no Brasil segue o “politicamente correto” e submete-se burguesamente as injunções do Poder, desde que uma fatia do bolo lhe seja atirada, exatamente como se atira um osso ao cão dócil que lambe as mãos do dono.

Felizmente, porque Deus é Brasileiro e o Papa é Argentino, com certeza veremos nos próximos meses muitas mudanças dentro da Igreja na Terra de Santa Cruz.


Anauê!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Campo da Fé ou Campo da má fé?

Apesar de todos os esforços da grande imprensa em escamotear os abusos em torno do chamado “Campo da Fé” ficou claro aos mais perspicazes que, desde o início sabia-se que o mesmo era de uso impraticável para o propósito colimado: Reunir não menos de dois milhões de Pessoas.

Não estou me referindo apenas ao atentado ecológico cometido, mas, também a escolha do terreno em si, que, por coincidência, pertence ao famigerado Jacob Barata, o tubarão dos meios de transporte no Rio de Janeiro. Com tantos terrenos extensos disponíveis na Zona Oeste optaram logo pelo Campo de Jacob? A Igreja pagou regiamente pelas benfeitorias lá realizadas, e o sr. Barata, como “bom Católico” fez secção gratuita do terreno para as Jornadas Mundiais da Juventude – J.M.J.

Qualquer um que more no Rio de Janeiro e não tivesse interesses monetários vinculados à festividade, nem estivesse com o raciocínio embotado pelo evento religioso sabia perfeitamente que o local escolhido era inapropriado, principalmente porque a meteorologia prognosticava o mais frio inverno dos últimos 25 anos, com chuvas copiosas, o que tornaria necessariamente o Campo da Fé um vasto lamaçal, um atoleiro. O Prefeito não sabia disso? O Cardeal não estava informado? Os empreiteiros ignoravam o fato? O Governador não sabia? O tal General encarregado da segurança? E o sr. Barata? No entanto, muito dinheiro trocou de mãos.

Então, depois que o Prefeito fez e pagou uma Promessa a Santa Clara, mandando entregar uma dúzia de ovos no Convento das Clarissas, raiou o Sol e a Solenidade principal das J.M.J. – a Missa Campal – realizou-se nas mornas areias da Praia de Copacabana para a alegria geral de três milhões e meio de Fiéis Católicos, que não tiveram mais que deslocar-se para os cafundós de Guaratiba, e com ganho financeiro para muitos empresários.

Se o Catolicismo no Brasil obteve alguma vantagem com a J.M.J, não sei. Mas, certamente, o sr. Jacob Barata lucrou imensamente: Dono de um vasto elefante branco, um loteamento que não se realizou, e cujo aproveitamento ficou tremendamente dificultado com as legislações ambientalistas, a escolha de seu terreno caiu do Céu – ou caiu da São Clemente? -, pois, passando por cima de posturas e licenças ambientais, a Arquidiocese do Rio de Janeiro “urbanizou” para o sr. Jacob aquela sua propriedade. Se ficasse por aí, já estava de bom tamanho. Mas, abençoado pelo sr. Eduardo Paes, o terreno do sr. Barata será desapropriado, por via judicial – o Prefeito deseja que a avaliação do “Campus Fidei” seja de responsabilidade de peritos indicados pelo Poder Judiciário certamente para que não paire dúvida sobre a lisura na desapropriação... -, ficando o empresário finalmente livre daquele abacaxi imobiliário, com grande lucro, não importando quão baixo seja o valor da desapropriação, pois o adquiriu na bacia das almas e também porque não se sentia encorajado a fazer as obras de infraestrutura necessárias para levar avante o loteamento, uma vez que as licenças do famigerado INEA - comandado pelo “honesto” Carlos Mink -, seriam contestadas tão logo iniciasse qualquer obra por lá.

De todo o espetáculo que foi a JMJ ficou claro que:
2º) que o sr. Eduardo Paes continua sendo o Menino de Ouro da Fetranspor;
3º) e não menos importante, o Sr. Jacob Barata é o verdadeiro Padrinho Político do sr. Eduardo Paes. E, como diz o nosso Povo sempre tão Sábio: Quem tem padrinho, não morre pagão!

Enfim, cabe ao meu Leitor responder se o mar de lama do Campo da Fé deixado como única herança aos Cariocas resultou em Fé de mais ou Fé de menos.


Anauê!

domingo, 23 de junho de 2013

Não é apenas por R$0,20?

Creio que, salvo por algum ermitão sortudo, todos temos acompanhado as manifestações “espontâneas” em diversas Capitais e grandes Cidades, sem qualquer vínculo com Partidos (não obstante o tremular de bandeiras do PSOL, PSTU e outros partidos comunistas), por conta do aumento das passagens dos transportes públicos (ônibus, barcas, trens, metrô), da corrupção, da defesa da atividade investigativa do Ministério Público, a favor da legalização do aborto e do casamento “gay”, da descriminalização das drogas, contra os gastos faraônicos com as Copas e Olimpíadas, etc., etc., etc., e que resultaram em violência, depredação de bens públicos e privados, saques, incêndios, etc.

Não entrarei no mérito da pauta de reivindicações, algumas justas, outras absurdas, porém, ressalto a completa omissão do Governo Federal, surpreendido até com simples vaias a Presidente Dilma Rousseff  (será que a bobalhona que está Presidente realmente acreditava nas “pesquisas” que apontavam a sua administração com alto índice de aprovação popular?), e que se limitou a reconhecer o direito de manifestação e condenar timidamente os atos de vandalismo. Também o Governo do Estado do Rio reagiu de forma canhestra, enviando propositadamente uma tropa da Polícia Militar despreparada para proteger a ALERJ, enquanto conservava imobilizado o Batalhão de Choque na Praça São Salvador, a dois quarteirões do Palácio Guanabara, caso os masorqueiros resolvessem sair da Cinelândia e manobrar até a Sede do Governo Executivo Estadual. Enquanto o sr. Sergio Cabral ficava tranquilo em seu Palácio, outro Palácio, o Palácio Tiradentes, Sede do Legislativo Estadual, cercado por uma súcia de subversivos sofria tentativas de invasão e incêndio, uma e outra combatidas por funcionários públicos, civis e militares, que cercados pelos insurrectos, foram deixados a própria sorte pelo corajoso Cabral. O Governador só autorizou a intervenção do Batalhão de Choque depois que, cansados de arruaça, os desordeiros recolheram-se na mais perfeita ordem – e “espontaneamente”, é claro – para as suas casas. O Prefeito não tugiu, nem mugiu, ele prefere se mostrar machão espancando bêbados emrestaurantes luxuosos da Zona Sul...

Bom, a consequência de toda esta movimentação foi o retorno das passagens ao valor de R$2,75 (na Cidade do Rio de Janeiro). Sem dúvida, uma grande vitória das lutas coletivas... Evidentemente, isto não afeta aquilo que dissemos em outro lugar, e certamente o cartel dos transportes saberá repassar esta perda de receita aos usuários, direta e indiretamente. Então, se a queda das passagens não afeta em nada a realidade política, e se neste momento, nos demais itens reivindicados, tudo permanece como d’antes no quartel de Abrantes, o que pensar de todo este alvoroço?

Este papo de “espontâneo”, sem interferência partidária, e que se articulou “espontaneamente” através de contato “espontâneo” de Brasileiros indignados via Facebook e demais redes sociais é conversa para boi dormir, e só serve para escamotear as massas que tem acorrido a tais manifestações a realidade, qual seja, a de que estão sendo manipulados. A maioria dos participantes pensa estar agindo livre e “espontaneamente”, mas, TUDO, desde o estado de espírito e motivação até a realização dos atos de protesto está lhes sendo imposto pelos meios de comunicação (e as redes sociais são meios sofisticadíssimos de controle e indução da opinião pública, justamente por nos dar a ilusão de sua liberdade e “espontaneidade”, ou seja, as massas estão sendo conduzidas. Mas, conduzidas para onde e por quem? Esta pergunta e a endereço aos meus leitores inteligentes e politizados.

Por ora, arrisco-me apenas a responder a pergunta que dá título a este Artigo, fazendo minhas as palavras de um trocista virtual: Não é apenas por R$0,20, é por R$0,40, afinal tem a viagem de volta...


Anauê!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Alta burguesia troca sopapos na fria madrugada carioca.

Na madrugada do dia 26 de Abril de 2013, domingo, o Prefeito do Rio de Janeiro, sr. Eduardo Paes jantava com sua Esposa e outros burgueses seus Amigos em Restaurante caríssimo do Jardim Botânico, tranquilamente, sem qualquer preocupação com a população abandonada pelas Ruas do Rio passando frio e fome. Então, do nada, o sr. Bernardo Rinaldi Botkay, um ilustre desconhecido que se diz músico e escritor (mais um!) e sua digníssima Esposa, a sra. Ana Maria Bonjour, movidos a famosa coragem etílica dirigiram-se à mesa onde se encontrava o Prefeito e começaram a xingá-lo, isto é, começaram a dizer o que todos pensam dele... Após tolerar alguns minutos da descompostura, o Prefeito Eduardo Paes, numa das poucas atitudes dignas de sua vida, levanta-se e cala o suposto músico com um potente soco. Curiosamente, a segurança do Prefeito só reagiu depois que ele havia feito a principal parte... , vendo os seguranças finalmente saírem do imobilismo, a Esposa do pretenso escritor também resolveu entrar no ringue acabando por levar a pior, pois, quando o casal de bêbados foi devidamente atirado à rua pelos tais seguranças, ela caiu de joelhos, ferindo-se e sangrando abundantemente. O casal defensor da população pobre, que, no entanto estava jantando no mesmíssimo Restaurante de luxo, foi imediatamente prestar queixa na Delegacia mais próxima, com direito até a exame de corpo de delito na sra. Bonjour, que bem poderia trocar o seu estrambótico sobrenome para “Mauvaisnuit”.

Este assunto não me despertou qualquer interesse, mas, um Companheiro nosso insistiu que eu desse a minha opinião a respeito, então, em consideração a este dileto Amigo vou dá-la, mesmo considerando-a uma bela inutilidade.

O  episódio todo em si revela o acovardamento generalizado em que vivemos no Rio de Janeiro. O Casal só teve coragem de dizer umas verdades ao sr. Eduardo Paes porque tinham entornado todas, não estivessem calibrados apenas ficariam na sua própria mesa sussurrando sua indignação contra o Prefeito. O Prefeito, que já devia também estar um pouco alto, na frente da Esposa e de Amigos pessoais, se viu subitamente tomado de coragem e resolveu defender a “honra” esmurrando o músico de araque, estivesse sóbrio e sozinho teria fugido junto com os seguranças, que apenas cobririam sua “retirada estratégica de uma zona de conflito”. O Casal 20, ainda alcoolizado apresentou-se numa Delegacia para Registrar Boletim de Ocorrência, e aí, menos emborrachados começam a marcha ré na intrepidez: A agressão foi só na Sra. Bonjour e o sr. Botkay é apenas testemunha (idem no IML), e os agressores são apenas os seguranças e o nome do Prefeito não é nem ao menos citado! Já o sr. Eduardo Paes acabou por emitir nota oficial onde se explicava e pedia desculpas à população carioca, pois, como Prefeito não deveria ter partido para a agressão física! Posteriormente, o sr. Botkay retira a queixa contra o Prefeito (mas, o BO não era da sra. Ana Maria Bonjour e contra os seguranças?) e divulga carta em que se justifica: queria transferir o assunto da “esfera criminal” para a “esfera política”. Eu como o meu chapéu se esses dois bobalhões não forem Eleitores do asqueroso Marcelo Frouxo. Antecipo que não tenho chapéu...

Se alguém não entendeu vou ser mais claro: Covardia do Casal, que só teve peito porque estava movido pelo álcool. Sóbrios, ficaram com medo, retiraram a queixa e forjaram uma desculpa política para sua ação impensada. Covardia do Prefeito, que agiu como homem, talvez pela primeira vez na vida, também porque bebera um pouco além da conta. Recobrada a sobriedade, voltou a ser o velho pusilânime de sempre e pediu desculpas... Se fosse homem mesmo diria: Bati e se me ofenderem de novo, bato mais forte ainda. Assim agia o nosso saudoso Presidente Figueiredo, que Deus o tenha em bom lugar. Mas, o sr. Eduardo Paes perdeu mais uma oportunidade de se engrandecer junto ao grosso da população carioca, que veria com bons olhos um Homem a testa do Município, e preferiu se rebaixar mais uma vez ao nível do politicamente correto. O sr. Eduardo Paes continua sendo o pior Prefeito da História do Riode Janeiro. Lamentável!


Anauê!

domingo, 5 de maio de 2013

Uma amostra do estado de decomposição moral da sociedade burguesa


No dia 11 de Abril de 2013, com toda a pompa e circunstância do “politicamente correto” foi reinaugurado e “rebatizado” o Túnel Acústico, que é parte da ligação entre a Gávea e São Conrado, bairros chiques do Rio de Janeiro. O túnel agora se chama “Túnel Acústico Rafael Guimarães”.

Quem é o homenageado? Um escritor, um médico, um cientista, um pensador de valor, um poeta, enfim, um Brasileiro que tenha feito alguma contribuição de vulto ao nosso Povo? Não. Trata-se de um simples e comum “skatista” que se notabiliza unicamente por ser filho da assalariada global Cissa Guimarães.

Mas, então, por que o Túnel Acústico, velho de quatro décadas, recebeu o nome de “Rafael Guimarães”? Em 2010, o Túnel Acústico fora interditado, não respeitando a proibição um grupo de “skatistas”, entre os quais o jovem Rafael Guimarães, resolveu usar o túnel como pista de “skate”, apesar de haver áreas para a prática de tal esporte por toda a Cidade; infelizmente, outro jovem, mostrando a mesma falta de respeito pela interdição entra no Túnel Acústico, porém, motorizado e atropela com seu automóvel o pobre jovem que morre poucas horas depois.

Todo o episódio, a burla à interdição, o atropelamento, as campanhas pedindo justiça e punição, até a homenagem ao jovem indigitado, é bastante revelador do estado moral da sociedade brasileira.

O  fato é que, se os Pais de todos os jovens envolvidos tivessem dado menos ouvido ao canto de sereia da ideologia do “politicamente correto” e mais à Moral, a velha e boa Moral, ensinando o que é certo e o que é errado, então, aqueles jovens não desobedeceriam à interdição e, portanto, um deles estaria vivo e o outro não carregaria para o resto da vida a sina de assassino.

Imediatamente, após a tragédia, começa-se a campanha: “justiça”, “até quando crimes no trânsito ficarão impunes” e frases assemelhadas entupiram a imprensa falada, escrita e televisionada, bem como, as redes sociais. Lamentavelmente, todos os dias morrem pessoas vítimas da imprudência – imprudência de motoristas, ciclistas, motociclistas e até mesmo pedestres, que teimam em não atravessar na faixa ou o fazem com o sinal aberto para os carros, etc. -, e não se vê tamanha indignação e tentativa de mobilização pública como no caso em questão. Por quê? Porque a vítima é filha de uma assalariada da TV Globo, a sra. Cissa Guimarães. Então, todos os artistas, jornalistas, políticos demagogos e outros espertos em busca de notoriedade saíram em campo exigindo que se fizesse justiça. Ninguém lembrou que a vítima, antes de tal, era transgressor, pois, o túnel estava interditado para manutenção, e não apenas para os automóveis, aliás, “skates” não poderiam trafegar no túnel mesmo que não estivesse fechado... Ninguém lembrou que os colegas “skatistas” deveriam ser corréus, porque reforçaram no pobre Rafael o desejo de violar a interdição, e que se ao invés de incentivar – e participar – tivessem aconselhado ao Rafael que não deveria usar o túnel e sim procurar uma pista de “skate” oficial, ele certamente estaria vivo, o que significa que não apenas o motorista, mas, também os “amigos” do Rafael são responsáveis por sua morte.

Todavia, vivemos numa época em que todos fogem da própria responsabilidade. Assim, a assalariada da rede Globo, artistas, jornalistas, os “amigos” do Rafael, incluindo os que estavam com ele no túnel infringindo a interdição, enfim, todos os que participaram da campanha pedindo “justiça”, só viram responsabilidade e  culpa no outro jovem, e querem o rigor da Lei para o mesmo. Fosse o jovem Rafael Bussamra um morto de fome, já estaria atrás das grades, mas, não é, e desde quase o momento do atropelamento, seu Pai, mostrando a própria formação moral, tentou acobertar o crime subornando a autoridade policial mais próxima, porém, para azar do Empresário, a vítima não era um zé ninguém, era filho de uma assalariada da famigerada família Marinho, se fosse um trabalhador atropelado, indo ou voltando do trabalho, seu filho ficaria tão impune quanto o Thor Batista. O próprio atropelador chegou a defender-se dizendo que buzinou e desacelerou e que o Rafael fez uma manobra brusca e inesperada, daí o atropelamento, ou seja, a culpa é do defunto(!), quem mandou ficar no caminho...

Então, no ápice da insensibilidade moral da sociedade burguesa, com o beneplácito do pior Prefeito da História do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, foi dado o nome de um infrator a um Túnel da Cidade Maravilhosa, apenas porque teve a infelicidade de ser fatalmente vitimado naquele local. Homenagem injusta e imerecida. Lastimo, como todo mundo, a perda de uma vida preciosa, de um jovem com toda uma existência pela frente, mas, o fato concreto e iniludível é que se ele não tivesse desobedecido à interdição estaria vivo. Repito: Rafael Guimarães não merecia aquela homenagem. Já pensaram se a moda pega? Se resolverem mudar os nomes de logradouros todas as vezes que alguém for atropelado? Praças, ruas, avenidas, viadutos, etc. estariam trocando de designação todos os dias. Mas, não se preocupem, isto não acontecerá, pois a totalidade das vítimas de tais fatalidades são pessoas comuns, sem prestígio, sem pais importantes, apenas trabalhadores na labuta diária.

Enfim, só espero que a tristíssima adversidade que atingiu a sra. Cissa Guimarães, - e com cuja dor me solidarizo, pois, sou Pai -, repito, espero que a sra. Cissa Guimarães com tal perda se compenetre que cada ser humano é único, singular, insubstituível e, portanto, pare de fazer campanha pró-aborto.

Anauê!


sábado, 27 de abril de 2013

O MENINO DE OURO DO TRANSPORTE COLETIVO


Alguns Amigos e Companheiros têm solicitado minha opinião sobre o episódio da Coréia do Norte, porém, exercendo plenamente meu direito de velho rabugento vou tratar de outro assunto.
O pior Prefeito da História do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, não satisfeito em reduzir a frota de ônibus, proibiu as vans na Zona Sul. A desculpa para a desastrosa decisão foi a brutalidade praticada contra dois gringos numa van clandestina. Ora, o Prefeito, talvez por alguma experiência pessoal, portou-se como aquele marido traído da anedota, mandou jogar fora o sofá... Infelizmente, milhares de assaltos, estupros e outras violências ocorrem no Rio de Janeiro, e os três criminosos que abusaram do casal de turistas iriam cometer aquele delito ou coisa pior, com ou sem van, portanto, a retirada das vans de circulação não contribuirá em nada para a diminuição da criminalidade na Cidade, e só mesmo uma besta quadrada como o nosso Prefeito pode pensar o contrário.
Agora, a pergunta crucial: A quem interessa o crime? E o crime a que estou me referindo não é o que ocorreu na van, mas, a proibição do transporte alternativo na Zona Sul da Cidade Maravilhosa.
Todos os usuários prejudicados com a atitude atrabiliária do sr. Paes, evidentemente, terão que continuar se transportando, e na sua imensa maioria certamente optarão pelas já superlotadas linhas de ônibus, ou seja, da noite para o dia, o cartel que controla o transporte coletivo passou a receber milhões de reais a mais do que auferira até Março último.  E se lembrarmos de que a partir do ano passado, “Sua Excelência” implantou os tais BRT e BRS, corredores exclusivos para o trafego de ônibus, que, supostamente, tornariam os percursos mais rápidos e, por consequência, permitiram a diminuição dos ônibus em circulação, com substancial diminuição de custos operacionais para as empresas, sem queda de receita, pois, os mesmos passageiros continuam viajando apinhados, com um tempo de viagem que não diminuiu ou em poucos casos não decresceu o suficiente para justificar ser transportado como sardinha numa lata; e, se, como última novidade, atentarmos que os motoristas em muitas linhas – e em breve, em todas – também, fazem às vezes de “trocadores” (com a demissão dos cobradores tornados desnecessários e concomitante economia de salários e obrigações trabalhistas); e  se ainda repararmos, finalmente, na “promessa” de que todos os ônibus urbanos terão refrigeração, o que “legitimará” mais um aumento de todas as passagens, ENTÃO, podemos concluir sem receio de erro ou exagero que, o sr. Eduardo Paes é o menino de ouro dos empresários do setor de “autocarros”.
Todas as vezes que precisava de dinheiro para suas campanhas, o ex-prefeito Cesar Maia desengavetava o Projeto do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos -, o “bonde” moderno que de fato solucionaria o problema do transporte urbano na Cidade do Rio de Janeiro -, e, imediatamente, os “galegos” se alvoroçavam, e tão subitamente quanto fora desengavetado era novamente engavetado. Este tipo de pressão não interessa ao atual Prefeito, que tem pretensões políticas vastas e quer um apoio mais concreto e permanente, e já o conseguiu, é claro, na área dos transportes, não só na Cidade, mas, em todo o Estado, através da famigerada Fetranspor.
Que os meus Leitores não olvidem que são também ELEITORES, dando a resposta adequada a toda esta politicagem sórdida: Não votem em Eduardo Paes ou em qualquer Candidato que tenha o seu apoio.
Anauê!

sábado, 20 de abril de 2013

O MÁGICO NA RIBALTA

Esta semana o Mágico Valadares ganhou súbita notoriedade nacional por perder as estribeiras, dizendo alguns palavrões e mandando uma criança mal educada ficar quieta num “show”. Imediatamente, os Pais zelosos de todo o Brasil ficaram indignados. Os mesmos Pais e Mães que acham naturalíssimo o aborto, mas que ficam magoados quando crianças são chamadas de moleques por um adulto que perdeu a cabeça. Os mesmos Pais e Mães que acham graça quando os filhos dizem seus “primeiros” palavrões, mas que ficam horrorizados quando um adulto perde o controle e diz uns palavrões a crianças. Os mesmos Pais e Mães que não ensinam os seus filhos a ceder o lugar aos mais velhos nos transportes públicos, e que não admitem que se mande uma criança mal educada sentar e ficar quieta. Os mesmos Pais e Mães que não dão um pingo de educação e civilidade aos filhos, e que acham natural que os outros aturem esses futuros viciados em formação. Os mesmos Pais e Mães que fingem não enxergar ou, pior ainda, acham normal, que seus filhos estejam se efeminando e suas filhas se masculinizando, mas que se chocam quando um profissional levado ao extremo da irritação manda uma criança encapetada calar a boca. Bom, felizmente, eu e minha Esposa não pertencemos a tal gênero de Pais e, portanto, nunca passamos por tal vexame.

Sendo absolutamente sincero, se estivesse no lugar do tal Mágico, não diria os palavrões, mas, mandaria o moleque ficar quieto e daria um bom cascudo naquela peste dos infernos, digo, naquela doce criança... E, é claro, passaria uma descompostura nos Pais, afinal, como diz minha sábia Tia Mariana, a criança é o espelho dos Pais.

Anauê!