Muitos Amigos e Companheiros têm reclamado que gostariam de conhecer minhas opiniões sobre os assuntos do dia-a-dia, sobre as matérias dos noticiários, etc. Sempre ignorei tais instâncias porque, em primeiro lugar, pouca importância dou ao que a imprensa burguesa veicula, e, segundo, não entendo a relevância da opinião pessoal de um indivíduo que nunca se notabilizou em coisa alguma e que é o famoso “ilustre desconhecido”. Mas, de uns tempos a esta parte, as solicitações estão se tornando mais constantes e algumas até raiando a impertinência, então, resolvi atender ao pedido. Todavia, posso adiantar que, para a decepção geral, minhas opiniões, via de regra, discordam da opinião dominante, são politicamente ultra incorretas e chocarão certamente a sensibilidade burguesa.

domingo, 23 de junho de 2013

Não é apenas por R$0,20?

Creio que, salvo por algum ermitão sortudo, todos temos acompanhado as manifestações “espontâneas” em diversas Capitais e grandes Cidades, sem qualquer vínculo com Partidos (não obstante o tremular de bandeiras do PSOL, PSTU e outros partidos comunistas), por conta do aumento das passagens dos transportes públicos (ônibus, barcas, trens, metrô), da corrupção, da defesa da atividade investigativa do Ministério Público, a favor da legalização do aborto e do casamento “gay”, da descriminalização das drogas, contra os gastos faraônicos com as Copas e Olimpíadas, etc., etc., etc., e que resultaram em violência, depredação de bens públicos e privados, saques, incêndios, etc.

Não entrarei no mérito da pauta de reivindicações, algumas justas, outras absurdas, porém, ressalto a completa omissão do Governo Federal, surpreendido até com simples vaias a Presidente Dilma Rousseff  (será que a bobalhona que está Presidente realmente acreditava nas “pesquisas” que apontavam a sua administração com alto índice de aprovação popular?), e que se limitou a reconhecer o direito de manifestação e condenar timidamente os atos de vandalismo. Também o Governo do Estado do Rio reagiu de forma canhestra, enviando propositadamente uma tropa da Polícia Militar despreparada para proteger a ALERJ, enquanto conservava imobilizado o Batalhão de Choque na Praça São Salvador, a dois quarteirões do Palácio Guanabara, caso os masorqueiros resolvessem sair da Cinelândia e manobrar até a Sede do Governo Executivo Estadual. Enquanto o sr. Sergio Cabral ficava tranquilo em seu Palácio, outro Palácio, o Palácio Tiradentes, Sede do Legislativo Estadual, cercado por uma súcia de subversivos sofria tentativas de invasão e incêndio, uma e outra combatidas por funcionários públicos, civis e militares, que cercados pelos insurrectos, foram deixados a própria sorte pelo corajoso Cabral. O Governador só autorizou a intervenção do Batalhão de Choque depois que, cansados de arruaça, os desordeiros recolheram-se na mais perfeita ordem – e “espontaneamente”, é claro – para as suas casas. O Prefeito não tugiu, nem mugiu, ele prefere se mostrar machão espancando bêbados emrestaurantes luxuosos da Zona Sul...

Bom, a consequência de toda esta movimentação foi o retorno das passagens ao valor de R$2,75 (na Cidade do Rio de Janeiro). Sem dúvida, uma grande vitória das lutas coletivas... Evidentemente, isto não afeta aquilo que dissemos em outro lugar, e certamente o cartel dos transportes saberá repassar esta perda de receita aos usuários, direta e indiretamente. Então, se a queda das passagens não afeta em nada a realidade política, e se neste momento, nos demais itens reivindicados, tudo permanece como d’antes no quartel de Abrantes, o que pensar de todo este alvoroço?

Este papo de “espontâneo”, sem interferência partidária, e que se articulou “espontaneamente” através de contato “espontâneo” de Brasileiros indignados via Facebook e demais redes sociais é conversa para boi dormir, e só serve para escamotear as massas que tem acorrido a tais manifestações a realidade, qual seja, a de que estão sendo manipulados. A maioria dos participantes pensa estar agindo livre e “espontaneamente”, mas, TUDO, desde o estado de espírito e motivação até a realização dos atos de protesto está lhes sendo imposto pelos meios de comunicação (e as redes sociais são meios sofisticadíssimos de controle e indução da opinião pública, justamente por nos dar a ilusão de sua liberdade e “espontaneidade”, ou seja, as massas estão sendo conduzidas. Mas, conduzidas para onde e por quem? Esta pergunta e a endereço aos meus leitores inteligentes e politizados.

Por ora, arrisco-me apenas a responder a pergunta que dá título a este Artigo, fazendo minhas as palavras de um trocista virtual: Não é apenas por R$0,20, é por R$0,40, afinal tem a viagem de volta...


Anauê!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Alta burguesia troca sopapos na fria madrugada carioca.

Na madrugada do dia 26 de Abril de 2013, domingo, o Prefeito do Rio de Janeiro, sr. Eduardo Paes jantava com sua Esposa e outros burgueses seus Amigos em Restaurante caríssimo do Jardim Botânico, tranquilamente, sem qualquer preocupação com a população abandonada pelas Ruas do Rio passando frio e fome. Então, do nada, o sr. Bernardo Rinaldi Botkay, um ilustre desconhecido que se diz músico e escritor (mais um!) e sua digníssima Esposa, a sra. Ana Maria Bonjour, movidos a famosa coragem etílica dirigiram-se à mesa onde se encontrava o Prefeito e começaram a xingá-lo, isto é, começaram a dizer o que todos pensam dele... Após tolerar alguns minutos da descompostura, o Prefeito Eduardo Paes, numa das poucas atitudes dignas de sua vida, levanta-se e cala o suposto músico com um potente soco. Curiosamente, a segurança do Prefeito só reagiu depois que ele havia feito a principal parte... , vendo os seguranças finalmente saírem do imobilismo, a Esposa do pretenso escritor também resolveu entrar no ringue acabando por levar a pior, pois, quando o casal de bêbados foi devidamente atirado à rua pelos tais seguranças, ela caiu de joelhos, ferindo-se e sangrando abundantemente. O casal defensor da população pobre, que, no entanto estava jantando no mesmíssimo Restaurante de luxo, foi imediatamente prestar queixa na Delegacia mais próxima, com direito até a exame de corpo de delito na sra. Bonjour, que bem poderia trocar o seu estrambótico sobrenome para “Mauvaisnuit”.

Este assunto não me despertou qualquer interesse, mas, um Companheiro nosso insistiu que eu desse a minha opinião a respeito, então, em consideração a este dileto Amigo vou dá-la, mesmo considerando-a uma bela inutilidade.

O  episódio todo em si revela o acovardamento generalizado em que vivemos no Rio de Janeiro. O Casal só teve coragem de dizer umas verdades ao sr. Eduardo Paes porque tinham entornado todas, não estivessem calibrados apenas ficariam na sua própria mesa sussurrando sua indignação contra o Prefeito. O Prefeito, que já devia também estar um pouco alto, na frente da Esposa e de Amigos pessoais, se viu subitamente tomado de coragem e resolveu defender a “honra” esmurrando o músico de araque, estivesse sóbrio e sozinho teria fugido junto com os seguranças, que apenas cobririam sua “retirada estratégica de uma zona de conflito”. O Casal 20, ainda alcoolizado apresentou-se numa Delegacia para Registrar Boletim de Ocorrência, e aí, menos emborrachados começam a marcha ré na intrepidez: A agressão foi só na Sra. Bonjour e o sr. Botkay é apenas testemunha (idem no IML), e os agressores são apenas os seguranças e o nome do Prefeito não é nem ao menos citado! Já o sr. Eduardo Paes acabou por emitir nota oficial onde se explicava e pedia desculpas à população carioca, pois, como Prefeito não deveria ter partido para a agressão física! Posteriormente, o sr. Botkay retira a queixa contra o Prefeito (mas, o BO não era da sra. Ana Maria Bonjour e contra os seguranças?) e divulga carta em que se justifica: queria transferir o assunto da “esfera criminal” para a “esfera política”. Eu como o meu chapéu se esses dois bobalhões não forem Eleitores do asqueroso Marcelo Frouxo. Antecipo que não tenho chapéu...

Se alguém não entendeu vou ser mais claro: Covardia do Casal, que só teve peito porque estava movido pelo álcool. Sóbrios, ficaram com medo, retiraram a queixa e forjaram uma desculpa política para sua ação impensada. Covardia do Prefeito, que agiu como homem, talvez pela primeira vez na vida, também porque bebera um pouco além da conta. Recobrada a sobriedade, voltou a ser o velho pusilânime de sempre e pediu desculpas... Se fosse homem mesmo diria: Bati e se me ofenderem de novo, bato mais forte ainda. Assim agia o nosso saudoso Presidente Figueiredo, que Deus o tenha em bom lugar. Mas, o sr. Eduardo Paes perdeu mais uma oportunidade de se engrandecer junto ao grosso da população carioca, que veria com bons olhos um Homem a testa do Município, e preferiu se rebaixar mais uma vez ao nível do politicamente correto. O sr. Eduardo Paes continua sendo o pior Prefeito da História do Riode Janeiro. Lamentável!


Anauê!

domingo, 5 de maio de 2013

Uma amostra do estado de decomposição moral da sociedade burguesa


No dia 11 de Abril de 2013, com toda a pompa e circunstância do “politicamente correto” foi reinaugurado e “rebatizado” o Túnel Acústico, que é parte da ligação entre a Gávea e São Conrado, bairros chiques do Rio de Janeiro. O túnel agora se chama “Túnel Acústico Rafael Guimarães”.

Quem é o homenageado? Um escritor, um médico, um cientista, um pensador de valor, um poeta, enfim, um Brasileiro que tenha feito alguma contribuição de vulto ao nosso Povo? Não. Trata-se de um simples e comum “skatista” que se notabiliza unicamente por ser filho da assalariada global Cissa Guimarães.

Mas, então, por que o Túnel Acústico, velho de quatro décadas, recebeu o nome de “Rafael Guimarães”? Em 2010, o Túnel Acústico fora interditado, não respeitando a proibição um grupo de “skatistas”, entre os quais o jovem Rafael Guimarães, resolveu usar o túnel como pista de “skate”, apesar de haver áreas para a prática de tal esporte por toda a Cidade; infelizmente, outro jovem, mostrando a mesma falta de respeito pela interdição entra no Túnel Acústico, porém, motorizado e atropela com seu automóvel o pobre jovem que morre poucas horas depois.

Todo o episódio, a burla à interdição, o atropelamento, as campanhas pedindo justiça e punição, até a homenagem ao jovem indigitado, é bastante revelador do estado moral da sociedade brasileira.

O  fato é que, se os Pais de todos os jovens envolvidos tivessem dado menos ouvido ao canto de sereia da ideologia do “politicamente correto” e mais à Moral, a velha e boa Moral, ensinando o que é certo e o que é errado, então, aqueles jovens não desobedeceriam à interdição e, portanto, um deles estaria vivo e o outro não carregaria para o resto da vida a sina de assassino.

Imediatamente, após a tragédia, começa-se a campanha: “justiça”, “até quando crimes no trânsito ficarão impunes” e frases assemelhadas entupiram a imprensa falada, escrita e televisionada, bem como, as redes sociais. Lamentavelmente, todos os dias morrem pessoas vítimas da imprudência – imprudência de motoristas, ciclistas, motociclistas e até mesmo pedestres, que teimam em não atravessar na faixa ou o fazem com o sinal aberto para os carros, etc. -, e não se vê tamanha indignação e tentativa de mobilização pública como no caso em questão. Por quê? Porque a vítima é filha de uma assalariada da TV Globo, a sra. Cissa Guimarães. Então, todos os artistas, jornalistas, políticos demagogos e outros espertos em busca de notoriedade saíram em campo exigindo que se fizesse justiça. Ninguém lembrou que a vítima, antes de tal, era transgressor, pois, o túnel estava interditado para manutenção, e não apenas para os automóveis, aliás, “skates” não poderiam trafegar no túnel mesmo que não estivesse fechado... Ninguém lembrou que os colegas “skatistas” deveriam ser corréus, porque reforçaram no pobre Rafael o desejo de violar a interdição, e que se ao invés de incentivar – e participar – tivessem aconselhado ao Rafael que não deveria usar o túnel e sim procurar uma pista de “skate” oficial, ele certamente estaria vivo, o que significa que não apenas o motorista, mas, também os “amigos” do Rafael são responsáveis por sua morte.

Todavia, vivemos numa época em que todos fogem da própria responsabilidade. Assim, a assalariada da rede Globo, artistas, jornalistas, os “amigos” do Rafael, incluindo os que estavam com ele no túnel infringindo a interdição, enfim, todos os que participaram da campanha pedindo “justiça”, só viram responsabilidade e  culpa no outro jovem, e querem o rigor da Lei para o mesmo. Fosse o jovem Rafael Bussamra um morto de fome, já estaria atrás das grades, mas, não é, e desde quase o momento do atropelamento, seu Pai, mostrando a própria formação moral, tentou acobertar o crime subornando a autoridade policial mais próxima, porém, para azar do Empresário, a vítima não era um zé ninguém, era filho de uma assalariada da famigerada família Marinho, se fosse um trabalhador atropelado, indo ou voltando do trabalho, seu filho ficaria tão impune quanto o Thor Batista. O próprio atropelador chegou a defender-se dizendo que buzinou e desacelerou e que o Rafael fez uma manobra brusca e inesperada, daí o atropelamento, ou seja, a culpa é do defunto(!), quem mandou ficar no caminho...

Então, no ápice da insensibilidade moral da sociedade burguesa, com o beneplácito do pior Prefeito da História do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, foi dado o nome de um infrator a um Túnel da Cidade Maravilhosa, apenas porque teve a infelicidade de ser fatalmente vitimado naquele local. Homenagem injusta e imerecida. Lastimo, como todo mundo, a perda de uma vida preciosa, de um jovem com toda uma existência pela frente, mas, o fato concreto e iniludível é que se ele não tivesse desobedecido à interdição estaria vivo. Repito: Rafael Guimarães não merecia aquela homenagem. Já pensaram se a moda pega? Se resolverem mudar os nomes de logradouros todas as vezes que alguém for atropelado? Praças, ruas, avenidas, viadutos, etc. estariam trocando de designação todos os dias. Mas, não se preocupem, isto não acontecerá, pois a totalidade das vítimas de tais fatalidades são pessoas comuns, sem prestígio, sem pais importantes, apenas trabalhadores na labuta diária.

Enfim, só espero que a tristíssima adversidade que atingiu a sra. Cissa Guimarães, - e com cuja dor me solidarizo, pois, sou Pai -, repito, espero que a sra. Cissa Guimarães com tal perda se compenetre que cada ser humano é único, singular, insubstituível e, portanto, pare de fazer campanha pró-aborto.

Anauê!


sábado, 27 de abril de 2013

O MENINO DE OURO DO TRANSPORTE COLETIVO


Alguns Amigos e Companheiros têm solicitado minha opinião sobre o episódio da Coréia do Norte, porém, exercendo plenamente meu direito de velho rabugento vou tratar de outro assunto.
O pior Prefeito da História do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, não satisfeito em reduzir a frota de ônibus, proibiu as vans na Zona Sul. A desculpa para a desastrosa decisão foi a brutalidade praticada contra dois gringos numa van clandestina. Ora, o Prefeito, talvez por alguma experiência pessoal, portou-se como aquele marido traído da anedota, mandou jogar fora o sofá... Infelizmente, milhares de assaltos, estupros e outras violências ocorrem no Rio de Janeiro, e os três criminosos que abusaram do casal de turistas iriam cometer aquele delito ou coisa pior, com ou sem van, portanto, a retirada das vans de circulação não contribuirá em nada para a diminuição da criminalidade na Cidade, e só mesmo uma besta quadrada como o nosso Prefeito pode pensar o contrário.
Agora, a pergunta crucial: A quem interessa o crime? E o crime a que estou me referindo não é o que ocorreu na van, mas, a proibição do transporte alternativo na Zona Sul da Cidade Maravilhosa.
Todos os usuários prejudicados com a atitude atrabiliária do sr. Paes, evidentemente, terão que continuar se transportando, e na sua imensa maioria certamente optarão pelas já superlotadas linhas de ônibus, ou seja, da noite para o dia, o cartel que controla o transporte coletivo passou a receber milhões de reais a mais do que auferira até Março último.  E se lembrarmos de que a partir do ano passado, “Sua Excelência” implantou os tais BRT e BRS, corredores exclusivos para o trafego de ônibus, que, supostamente, tornariam os percursos mais rápidos e, por consequência, permitiram a diminuição dos ônibus em circulação, com substancial diminuição de custos operacionais para as empresas, sem queda de receita, pois, os mesmos passageiros continuam viajando apinhados, com um tempo de viagem que não diminuiu ou em poucos casos não decresceu o suficiente para justificar ser transportado como sardinha numa lata; e, se, como última novidade, atentarmos que os motoristas em muitas linhas – e em breve, em todas – também, fazem às vezes de “trocadores” (com a demissão dos cobradores tornados desnecessários e concomitante economia de salários e obrigações trabalhistas); e  se ainda repararmos, finalmente, na “promessa” de que todos os ônibus urbanos terão refrigeração, o que “legitimará” mais um aumento de todas as passagens, ENTÃO, podemos concluir sem receio de erro ou exagero que, o sr. Eduardo Paes é o menino de ouro dos empresários do setor de “autocarros”.
Todas as vezes que precisava de dinheiro para suas campanhas, o ex-prefeito Cesar Maia desengavetava o Projeto do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos -, o “bonde” moderno que de fato solucionaria o problema do transporte urbano na Cidade do Rio de Janeiro -, e, imediatamente, os “galegos” se alvoroçavam, e tão subitamente quanto fora desengavetado era novamente engavetado. Este tipo de pressão não interessa ao atual Prefeito, que tem pretensões políticas vastas e quer um apoio mais concreto e permanente, e já o conseguiu, é claro, na área dos transportes, não só na Cidade, mas, em todo o Estado, através da famigerada Fetranspor.
Que os meus Leitores não olvidem que são também ELEITORES, dando a resposta adequada a toda esta politicagem sórdida: Não votem em Eduardo Paes ou em qualquer Candidato que tenha o seu apoio.
Anauê!

sábado, 20 de abril de 2013

O MÁGICO NA RIBALTA

Esta semana o Mágico Valadares ganhou súbita notoriedade nacional por perder as estribeiras, dizendo alguns palavrões e mandando uma criança mal educada ficar quieta num “show”. Imediatamente, os Pais zelosos de todo o Brasil ficaram indignados. Os mesmos Pais e Mães que acham naturalíssimo o aborto, mas que ficam magoados quando crianças são chamadas de moleques por um adulto que perdeu a cabeça. Os mesmos Pais e Mães que acham graça quando os filhos dizem seus “primeiros” palavrões, mas que ficam horrorizados quando um adulto perde o controle e diz uns palavrões a crianças. Os mesmos Pais e Mães que não ensinam os seus filhos a ceder o lugar aos mais velhos nos transportes públicos, e que não admitem que se mande uma criança mal educada sentar e ficar quieta. Os mesmos Pais e Mães que não dão um pingo de educação e civilidade aos filhos, e que acham natural que os outros aturem esses futuros viciados em formação. Os mesmos Pais e Mães que fingem não enxergar ou, pior ainda, acham normal, que seus filhos estejam se efeminando e suas filhas se masculinizando, mas que se chocam quando um profissional levado ao extremo da irritação manda uma criança encapetada calar a boca. Bom, felizmente, eu e minha Esposa não pertencemos a tal gênero de Pais e, portanto, nunca passamos por tal vexame.

Sendo absolutamente sincero, se estivesse no lugar do tal Mágico, não diria os palavrões, mas, mandaria o moleque ficar quieto e daria um bom cascudo naquela peste dos infernos, digo, naquela doce criança... E, é claro, passaria uma descompostura nos Pais, afinal, como diz minha sábia Tia Mariana, a criança é o espelho dos Pais.

Anauê!