Muitos Amigos e Companheiros têm reclamado que gostariam de conhecer minhas opiniões sobre os assuntos do dia-a-dia, sobre as matérias dos noticiários, etc. Sempre ignorei tais instâncias porque, em primeiro lugar, pouca importância dou ao que a imprensa burguesa veicula, e, segundo, não entendo a relevância da opinião pessoal de um indivíduo que nunca se notabilizou em coisa alguma e que é o famoso “ilustre desconhecido”. Mas, de uns tempos a esta parte, as solicitações estão se tornando mais constantes e algumas até raiando a impertinência, então, resolvi atender ao pedido. Todavia, posso adiantar que, para a decepção geral, minhas opiniões, via de regra, discordam da opinião dominante, são politicamente ultra incorretas e chocarão certamente a sensibilidade burguesa.

domingo, 6 de outubro de 2013

FORA CABRAL OU FORA PEZÃO?

O Vice-Governador Luiz Fernando de Souza.


Sérgio de Vasconcellos

É mais do que evidente que o Governo do Estado está sendo alvo proposital de ataques sistemáticos visando inviabilizar  a eleição do Candidato Oficial de Sérgio Cabral, o atual Vice-Governador Luiz Fernando de Souza, popularmente conhecido por “Pezão”. Liderança alternativa, com base social no interior do Estado, parece que ele incomoda os “donos” da Política no Estado do Rio, porque é ele o principal prejudicado de toda esta campanha antigovernamental.

Agora, é a vez da Segurança, das UPPs, é o Amarildo para lá e para cá. O tal Amarildo deve ter sido liquidado pelos próprios traficantes da Rocinha, que devem ter suspeitado de sua rápida liberação. A Polícia não consegue explicar o sumiço porque vai ter de dizer a razão pela qual  o raio daquela viatura se deslocou tanto naquela noite, e a verdade talvez seja pior que aceitar a responsabilidade pelo desaparecimento do tal pedreiro... Mas, a “grande imprensa” está preocupadíssima, e não deixa o assunto esfriar.

Tratar de assuntos sérios é o que a imprensa não faz. Bem por trás do Centro Integrado de Comando e Controle, na Cidade Nova, existe uma “Comunidade”. Ora, por que esta imprensa tão preocupada com a segurança não utiliza o apanágio do “jornalismo investigativo” e verifica se existe uma “boca de fumo” em tal favela e, em caso, afirmativo, averigua porque a mesma subsiste impunemente a sombra -  quase literalmente a sombra -, do Centro Integrado de Comando e Controle do Estado do Rio de Janeiro, inaugurado com toda a pompa e circunstância em 31 de Maio de 2013?  
 Fotos da fachada do CICC

Muitas outras matérias de cunho investigativo como a que estou sugerindo existem e poderiam ser trabalhadas pela Imprensa, porém, o que impera é a politicagem sórdida ditando reportagens pífias. Mas, não vou me alongar mais que o necessário.

Convenhamos que toda esta campanha “Fora Cabral” bem poderia se chamar “Fora Pezão”. E a quem interessa o crime? Aos eventuais Candidatos opositores: O asqueroso Lindbergh Farias, o ex-Governador Anthony Garotinho e o pusilânime Marcelo Frouxo; a mais longo prazo ao atual Prefeito do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, que já liquidaria com antecedência um opositor dentro do próprio Partido. Aliás, é mais do que claro que ele vem sendo preparado para ser o futuro Governador, na sucessão daquele que vencer o Pezão. O sr. Paes tem padrinho de peso – e não é o Pezão... -, como já disse em outra oportunidade. É uma lástima que a Política no Estado do Rio de Janeiro tenha descido tanto e que tais manejos antiéticos sejam encarados com normalidade pelos Partidos. Que os Eleitores fiquem atentos e votem com discernimento.

Anauê!


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Um caos proposital

É de domínio público a péssima qualidade do transporte coletivo na Cidade do Rio de Janeiro. Acumpliciando-se com as Empresas de Ônibus, as Autoridades Municipais têm criado supostos corredores expressos que, com uma fictícia agilização dos percursos, têm justificado a diminuição dos ônibus circulantes (e, consequentemente, de toda a mão de obra envolvida); proibiram o chamado transporte alternativo em toda a Zona Sul e outras medidas que só visam encher os bolsos dos empresários do setor. Para fingir “transparência” criou-se uma CPI na Câmara dos Vereadores, que não vai dar em nada, pois, segundo as más línguas, cada Vereador recebe um polpudo “pró-labore” da Fetranspor.

Mas seria injusto que levantasse suspeição apenas sobre o Pior Prefeito da História do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, pois, se é verdade que Sua Excelência é o responsável direto em relação ao desastroso serviço dos ônibus, já o mesmo não podemos afirmar, por exemplo, em relação aos trens.

A sistemática destruição de toda a malha ferroviária brasileira, não começou hoje. Segundo Manoel de Paula Lopes, em artigo publicado há 20 anos, tal processo iniciou-se no Governo Jânio Quadros e prosseguiu ininterruptamente.

No que concerne a Cidade Maravilhosa, a população Carioca tem convivido com um pavoroso transporte ferroviário há décadas, e não posso assim colocar a culpa no atual Prefeito que, quando muito, pode ser recriminado por nunca ter tomado qualquer providência para melhorar o transporte ferroviário de passageiros.

Quando da privatização da Central do Brasil, os ingênuos acreditaram que tudo mudaria, afinal, a culpa era do Estado. Com a iniciativa privada os trens seriam maravilhosos. No entanto, o serviço piorou muito, os atrasos se tornaram institucionais, os defeitos corriqueiros, os acidentes comuns, a superlotação uma realidade diária, composições de quatro carros em dias e horários de pico e de oito carros aos Domingos, enfim, toda uma série de decisões operacionais estúpidas. Os problemas multiplicam-se dia-a-dia e nem a SuperVia, nem a Secretaria de Transporte ou qualquer órgão público tomam qualquer providência.

Ora, faço aqui a célebre pergunta: A quem interessa o crime? Logicamente, àqueles que tiram proveito do mesmo. E quem são eles? Por certo, não a própria SuperVia. Quem, então? A máfia dos ônibus!

Um transporte rápido, barato e eficiente por via ferroviária resultaria num esvaziamento dos ônibus para os grandes trajetos naquelas regiões e bairros atendidos pela SuperVia. Já um transporte ferroviário lento, irregular, de atrasos frequentes, sem conforto, perigoso e ineficiente só pode resultar na fuga dos passageiros para os ônibus, com incremento do lucro para os empresários do setor, e perda de substancial receita para a SuperVia.

O surpreendente é que a Odebrecht, a atual dona da SuperVia, não parece estar suficientemente preocupada com a situação. Certamente, na massa dos empreendimentos da Odebrecht, a SuperVia possa parecer insignificante, mas, qualquer empresa numa sociedade capitalista que não priorize a realização do máximo lucro e deixe “ao Deus dará” a administração de uma de suas empresas, não sanando os problemas e punindo exemplarmente as sabotagens internas, não merece a confiança dos seus Acionistas. E ainda me pergunto:  Se os Executivos da Odebrecht estão se comportando de forma tão irresponsável em relação à SuperVia, como estarão sendo geridos os demais negócios do Grupo? Se eu fosse acionista da Odebrecht colocaria minhas barbas de molho.


Anauê!

domingo, 11 de agosto de 2013

E o “Bom Combate”, onde foi parar?

Em Artigo anterior falei da J.M.J., e neste volto a tratar do mesmo tema, porém, abordando outro ângulo, muito mais grave.

Conversando com um dos expoentes do Laicato Católico, um nome conhecido nacionalmente, semanas antes do início das Jornadas Mundiais da Juventude, ele se manifestou apreensivo com a “instrumentalização” da J.M.J. Ingenuamente, julguei exagerada tal preocupação. No entanto, pelo que foi visto, ele estava coberto de razão e eu não poderia estar mais errado.

Seria longo e fastidioso relatar o que vimos e ouvimos, mas, para exemplificar como as forças anticristãs souberam “instrumentalizar” as Jornadas basta referir que o frade apóstata Leonardo Boff, com toda a pompa e circunstância, lançou Livro com sua visão herética sobre o novo Pontificado. Outro episódio ainda mais notório, a péssima cantora Fafá de Belém torturando os ouvidos Papais em “show” na Praia de Copacabana; e lembramos que na década de 90 ela já havia igualmente torturado João Paulo II no Maracanãzinho. Resta concluir que o “lobby” desta sra. junto a CNBB é forte, muito forte mesmo, afinal o que mais poderia explicar que uma ateia, comunista, pró-aborto, pró-eutanásia, pró-casamento “gay”, etc., fosse convocada para cantar para dois Papas num espaço de 20 anos? Será que ter tido um “romance” com o nada saudoso Senador Teotônio Vilela – que a terra lhe seja bem pesada -, e que era irmão de Dom Avelar Brandão Vilela, Primaz do Brasil, é uma credencial válida para os Bispos Brasileiros? Mas, deixemos esta podridão de lado e vejamos algo muito mais grave.

Como todos sabem trava-se hoje no Brasil um duro combate pela preservação da Vida desde o momento da Concepção. A luta pela legalização do aborto, desde que foi colocada na agenda do famigerado Diálogo Interamericano, e que a versão deste para o consumo dos idiotas úteis de esquerda, o mal denominado Foro de São Paulo, também o fez, repito, a luta pela legalização do aborto tornou-se uma constante nos meios de comunicação de massa, uma brutal lavagem cerebral que, pouco a pouco, vai vencendo a repugnância do Povo Brasileiro,  que é na sua maioria contra o assassinato de crianças ainda por nascer. Os que são contra o abortamento, dispondo de meios de comunicação de muito menos visibilidade, mesmo assim, estão conseguindo conscientizar a Opinião Pública Brasileira da monstruosidade que é o aborto. Ora, entre os que combatem este horripilante infanticídio estão os Católicos, no entanto, foram proibidas as manifestações Pró-Vida na J.M.J., ou seja, no momento que toda a chamada grande imprensa (falada, escrita e televisionada) cobria exaustivamente as Jornadas e, portanto, não poderiam deixar de exibir mensagens ou quaisquer manifestações Pró-Vida, houve tal proibição. Uma oportunidade única de atingir 200 milhões de Brasileiros  foi desperdiçada. Uma estupidez monumental!

Ao invés de sustentar desassombradamente a Vida, a Hierarquia Católica preferiu silenciar em troca do financiamento de grande parte das despesas com a J.M.J., e a visitação do Santo Padre ao Brasil.  Não por acaso tão logo o Papa Francisco retornou à Cidade Eterna foi aprovada a “profilaxia da gravidez”. Assim, os Bispos responsáveis conseguiram fundir num só episódio, a Matança dos Inocentes e as 30 Moedas de Judas Iscariotes.

No lugar de uma incisiva posição contra o aborto insistiu-se num discurso contra as drogas que, não deixando de ter importância, está longe de ter a relevância da Defesa da Vida desde a Concepção. Todo mundo falou contra as drogas, inclusive o Papa, que certamente o fez informado erroneamente de que as drogas eram o problema central dos Jovens no Brasil. Indiscutivelmente, as drogas são tremendamente prejudiciais, porém, jamais terão a ação devastadora do genocídio legalizado com a liberalização do aborto. A farsa antidroga foi até o ponto de levarem Sua Santidade a “inaugurar” um Hospital com mais de 250 anos de fundação, e que no seu atual endereço na Tijuca já ultrapassou a casa dos 100 anos de existência. Ora, que o Papa “que  veio de longe” não o soubesse é compreensível, mas, que o Arcebispo do Rio de Janeiro ousasse fazer com que o Sumo Pontífice participasse daquela pantomima é chocante! Mas, que esperar de um Cardeal que queria despachar o Papa Francisco para um lodaçal “bem longe”, lá em Guaratiba...

Capa do Livro sobre o Centenário (1977) do Hospital que o Papa Francisco "inaugurou"...

Enfim, a Igreja no Brasil mostra estar pouco sintonizada com os novos e arejados ventos que sopram de Buenos Aires, via Roma, de onde procede a orientação de que os jovens sejam revolucionários e contracorrente, enquanto a Hierarquia aqui no Brasil segue o “politicamente correto” e submete-se burguesamente as injunções do Poder, desde que uma fatia do bolo lhe seja atirada, exatamente como se atira um osso ao cão dócil que lambe as mãos do dono.

Felizmente, porque Deus é Brasileiro e o Papa é Argentino, com certeza veremos nos próximos meses muitas mudanças dentro da Igreja na Terra de Santa Cruz.


Anauê!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Campo da Fé ou Campo da má fé?

Apesar de todos os esforços da grande imprensa em escamotear os abusos em torno do chamado “Campo da Fé” ficou claro aos mais perspicazes que, desde o início sabia-se que o mesmo era de uso impraticável para o propósito colimado: Reunir não menos de dois milhões de Pessoas.

Não estou me referindo apenas ao atentado ecológico cometido, mas, também a escolha do terreno em si, que, por coincidência, pertence ao famigerado Jacob Barata, o tubarão dos meios de transporte no Rio de Janeiro. Com tantos terrenos extensos disponíveis na Zona Oeste optaram logo pelo Campo de Jacob? A Igreja pagou regiamente pelas benfeitorias lá realizadas, e o sr. Barata, como “bom Católico” fez secção gratuita do terreno para as Jornadas Mundiais da Juventude – J.M.J.

Qualquer um que more no Rio de Janeiro e não tivesse interesses monetários vinculados à festividade, nem estivesse com o raciocínio embotado pelo evento religioso sabia perfeitamente que o local escolhido era inapropriado, principalmente porque a meteorologia prognosticava o mais frio inverno dos últimos 25 anos, com chuvas copiosas, o que tornaria necessariamente o Campo da Fé um vasto lamaçal, um atoleiro. O Prefeito não sabia disso? O Cardeal não estava informado? Os empreiteiros ignoravam o fato? O Governador não sabia? O tal General encarregado da segurança? E o sr. Barata? No entanto, muito dinheiro trocou de mãos.

Então, depois que o Prefeito fez e pagou uma Promessa a Santa Clara, mandando entregar uma dúzia de ovos no Convento das Clarissas, raiou o Sol e a Solenidade principal das J.M.J. – a Missa Campal – realizou-se nas mornas areias da Praia de Copacabana para a alegria geral de três milhões e meio de Fiéis Católicos, que não tiveram mais que deslocar-se para os cafundós de Guaratiba, e com ganho financeiro para muitos empresários.

Se o Catolicismo no Brasil obteve alguma vantagem com a J.M.J, não sei. Mas, certamente, o sr. Jacob Barata lucrou imensamente: Dono de um vasto elefante branco, um loteamento que não se realizou, e cujo aproveitamento ficou tremendamente dificultado com as legislações ambientalistas, a escolha de seu terreno caiu do Céu – ou caiu da São Clemente? -, pois, passando por cima de posturas e licenças ambientais, a Arquidiocese do Rio de Janeiro “urbanizou” para o sr. Jacob aquela sua propriedade. Se ficasse por aí, já estava de bom tamanho. Mas, abençoado pelo sr. Eduardo Paes, o terreno do sr. Barata será desapropriado, por via judicial – o Prefeito deseja que a avaliação do “Campus Fidei” seja de responsabilidade de peritos indicados pelo Poder Judiciário certamente para que não paire dúvida sobre a lisura na desapropriação... -, ficando o empresário finalmente livre daquele abacaxi imobiliário, com grande lucro, não importando quão baixo seja o valor da desapropriação, pois o adquiriu na bacia das almas e também porque não se sentia encorajado a fazer as obras de infraestrutura necessárias para levar avante o loteamento, uma vez que as licenças do famigerado INEA - comandado pelo “honesto” Carlos Mink -, seriam contestadas tão logo iniciasse qualquer obra por lá.

De todo o espetáculo que foi a JMJ ficou claro que:
2º) que o sr. Eduardo Paes continua sendo o Menino de Ouro da Fetranspor;
3º) e não menos importante, o Sr. Jacob Barata é o verdadeiro Padrinho Político do sr. Eduardo Paes. E, como diz o nosso Povo sempre tão Sábio: Quem tem padrinho, não morre pagão!

Enfim, cabe ao meu Leitor responder se o mar de lama do Campo da Fé deixado como única herança aos Cariocas resultou em Fé de mais ou Fé de menos.


Anauê!

domingo, 23 de junho de 2013

Não é apenas por R$0,20?

Creio que, salvo por algum ermitão sortudo, todos temos acompanhado as manifestações “espontâneas” em diversas Capitais e grandes Cidades, sem qualquer vínculo com Partidos (não obstante o tremular de bandeiras do PSOL, PSTU e outros partidos comunistas), por conta do aumento das passagens dos transportes públicos (ônibus, barcas, trens, metrô), da corrupção, da defesa da atividade investigativa do Ministério Público, a favor da legalização do aborto e do casamento “gay”, da descriminalização das drogas, contra os gastos faraônicos com as Copas e Olimpíadas, etc., etc., etc., e que resultaram em violência, depredação de bens públicos e privados, saques, incêndios, etc.

Não entrarei no mérito da pauta de reivindicações, algumas justas, outras absurdas, porém, ressalto a completa omissão do Governo Federal, surpreendido até com simples vaias a Presidente Dilma Rousseff  (será que a bobalhona que está Presidente realmente acreditava nas “pesquisas” que apontavam a sua administração com alto índice de aprovação popular?), e que se limitou a reconhecer o direito de manifestação e condenar timidamente os atos de vandalismo. Também o Governo do Estado do Rio reagiu de forma canhestra, enviando propositadamente uma tropa da Polícia Militar despreparada para proteger a ALERJ, enquanto conservava imobilizado o Batalhão de Choque na Praça São Salvador, a dois quarteirões do Palácio Guanabara, caso os masorqueiros resolvessem sair da Cinelândia e manobrar até a Sede do Governo Executivo Estadual. Enquanto o sr. Sergio Cabral ficava tranquilo em seu Palácio, outro Palácio, o Palácio Tiradentes, Sede do Legislativo Estadual, cercado por uma súcia de subversivos sofria tentativas de invasão e incêndio, uma e outra combatidas por funcionários públicos, civis e militares, que cercados pelos insurrectos, foram deixados a própria sorte pelo corajoso Cabral. O Governador só autorizou a intervenção do Batalhão de Choque depois que, cansados de arruaça, os desordeiros recolheram-se na mais perfeita ordem – e “espontaneamente”, é claro – para as suas casas. O Prefeito não tugiu, nem mugiu, ele prefere se mostrar machão espancando bêbados emrestaurantes luxuosos da Zona Sul...

Bom, a consequência de toda esta movimentação foi o retorno das passagens ao valor de R$2,75 (na Cidade do Rio de Janeiro). Sem dúvida, uma grande vitória das lutas coletivas... Evidentemente, isto não afeta aquilo que dissemos em outro lugar, e certamente o cartel dos transportes saberá repassar esta perda de receita aos usuários, direta e indiretamente. Então, se a queda das passagens não afeta em nada a realidade política, e se neste momento, nos demais itens reivindicados, tudo permanece como d’antes no quartel de Abrantes, o que pensar de todo este alvoroço?

Este papo de “espontâneo”, sem interferência partidária, e que se articulou “espontaneamente” através de contato “espontâneo” de Brasileiros indignados via Facebook e demais redes sociais é conversa para boi dormir, e só serve para escamotear as massas que tem acorrido a tais manifestações a realidade, qual seja, a de que estão sendo manipulados. A maioria dos participantes pensa estar agindo livre e “espontaneamente”, mas, TUDO, desde o estado de espírito e motivação até a realização dos atos de protesto está lhes sendo imposto pelos meios de comunicação (e as redes sociais são meios sofisticadíssimos de controle e indução da opinião pública, justamente por nos dar a ilusão de sua liberdade e “espontaneidade”, ou seja, as massas estão sendo conduzidas. Mas, conduzidas para onde e por quem? Esta pergunta e a endereço aos meus leitores inteligentes e politizados.

Por ora, arrisco-me apenas a responder a pergunta que dá título a este Artigo, fazendo minhas as palavras de um trocista virtual: Não é apenas por R$0,20, é por R$0,40, afinal tem a viagem de volta...


Anauê!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Alta burguesia troca sopapos na fria madrugada carioca.

Na madrugada do dia 26 de Abril de 2013, domingo, o Prefeito do Rio de Janeiro, sr. Eduardo Paes jantava com sua Esposa e outros burgueses seus Amigos em Restaurante caríssimo do Jardim Botânico, tranquilamente, sem qualquer preocupação com a população abandonada pelas Ruas do Rio passando frio e fome. Então, do nada, o sr. Bernardo Rinaldi Botkay, um ilustre desconhecido que se diz músico e escritor (mais um!) e sua digníssima Esposa, a sra. Ana Maria Bonjour, movidos a famosa coragem etílica dirigiram-se à mesa onde se encontrava o Prefeito e começaram a xingá-lo, isto é, começaram a dizer o que todos pensam dele... Após tolerar alguns minutos da descompostura, o Prefeito Eduardo Paes, numa das poucas atitudes dignas de sua vida, levanta-se e cala o suposto músico com um potente soco. Curiosamente, a segurança do Prefeito só reagiu depois que ele havia feito a principal parte... , vendo os seguranças finalmente saírem do imobilismo, a Esposa do pretenso escritor também resolveu entrar no ringue acabando por levar a pior, pois, quando o casal de bêbados foi devidamente atirado à rua pelos tais seguranças, ela caiu de joelhos, ferindo-se e sangrando abundantemente. O casal defensor da população pobre, que, no entanto estava jantando no mesmíssimo Restaurante de luxo, foi imediatamente prestar queixa na Delegacia mais próxima, com direito até a exame de corpo de delito na sra. Bonjour, que bem poderia trocar o seu estrambótico sobrenome para “Mauvaisnuit”.

Este assunto não me despertou qualquer interesse, mas, um Companheiro nosso insistiu que eu desse a minha opinião a respeito, então, em consideração a este dileto Amigo vou dá-la, mesmo considerando-a uma bela inutilidade.

O  episódio todo em si revela o acovardamento generalizado em que vivemos no Rio de Janeiro. O Casal só teve coragem de dizer umas verdades ao sr. Eduardo Paes porque tinham entornado todas, não estivessem calibrados apenas ficariam na sua própria mesa sussurrando sua indignação contra o Prefeito. O Prefeito, que já devia também estar um pouco alto, na frente da Esposa e de Amigos pessoais, se viu subitamente tomado de coragem e resolveu defender a “honra” esmurrando o músico de araque, estivesse sóbrio e sozinho teria fugido junto com os seguranças, que apenas cobririam sua “retirada estratégica de uma zona de conflito”. O Casal 20, ainda alcoolizado apresentou-se numa Delegacia para Registrar Boletim de Ocorrência, e aí, menos emborrachados começam a marcha ré na intrepidez: A agressão foi só na Sra. Bonjour e o sr. Botkay é apenas testemunha (idem no IML), e os agressores são apenas os seguranças e o nome do Prefeito não é nem ao menos citado! Já o sr. Eduardo Paes acabou por emitir nota oficial onde se explicava e pedia desculpas à população carioca, pois, como Prefeito não deveria ter partido para a agressão física! Posteriormente, o sr. Botkay retira a queixa contra o Prefeito (mas, o BO não era da sra. Ana Maria Bonjour e contra os seguranças?) e divulga carta em que se justifica: queria transferir o assunto da “esfera criminal” para a “esfera política”. Eu como o meu chapéu se esses dois bobalhões não forem Eleitores do asqueroso Marcelo Frouxo. Antecipo que não tenho chapéu...

Se alguém não entendeu vou ser mais claro: Covardia do Casal, que só teve peito porque estava movido pelo álcool. Sóbrios, ficaram com medo, retiraram a queixa e forjaram uma desculpa política para sua ação impensada. Covardia do Prefeito, que agiu como homem, talvez pela primeira vez na vida, também porque bebera um pouco além da conta. Recobrada a sobriedade, voltou a ser o velho pusilânime de sempre e pediu desculpas... Se fosse homem mesmo diria: Bati e se me ofenderem de novo, bato mais forte ainda. Assim agia o nosso saudoso Presidente Figueiredo, que Deus o tenha em bom lugar. Mas, o sr. Eduardo Paes perdeu mais uma oportunidade de se engrandecer junto ao grosso da população carioca, que veria com bons olhos um Homem a testa do Município, e preferiu se rebaixar mais uma vez ao nível do politicamente correto. O sr. Eduardo Paes continua sendo o pior Prefeito da História do Riode Janeiro. Lamentável!


Anauê!

domingo, 5 de maio de 2013

Uma amostra do estado de decomposição moral da sociedade burguesa


No dia 11 de Abril de 2013, com toda a pompa e circunstância do “politicamente correto” foi reinaugurado e “rebatizado” o Túnel Acústico, que é parte da ligação entre a Gávea e São Conrado, bairros chiques do Rio de Janeiro. O túnel agora se chama “Túnel Acústico Rafael Guimarães”.

Quem é o homenageado? Um escritor, um médico, um cientista, um pensador de valor, um poeta, enfim, um Brasileiro que tenha feito alguma contribuição de vulto ao nosso Povo? Não. Trata-se de um simples e comum “skatista” que se notabiliza unicamente por ser filho da assalariada global Cissa Guimarães.

Mas, então, por que o Túnel Acústico, velho de quatro décadas, recebeu o nome de “Rafael Guimarães”? Em 2010, o Túnel Acústico fora interditado, não respeitando a proibição um grupo de “skatistas”, entre os quais o jovem Rafael Guimarães, resolveu usar o túnel como pista de “skate”, apesar de haver áreas para a prática de tal esporte por toda a Cidade; infelizmente, outro jovem, mostrando a mesma falta de respeito pela interdição entra no Túnel Acústico, porém, motorizado e atropela com seu automóvel o pobre jovem que morre poucas horas depois.

Todo o episódio, a burla à interdição, o atropelamento, as campanhas pedindo justiça e punição, até a homenagem ao jovem indigitado, é bastante revelador do estado moral da sociedade brasileira.

O  fato é que, se os Pais de todos os jovens envolvidos tivessem dado menos ouvido ao canto de sereia da ideologia do “politicamente correto” e mais à Moral, a velha e boa Moral, ensinando o que é certo e o que é errado, então, aqueles jovens não desobedeceriam à interdição e, portanto, um deles estaria vivo e o outro não carregaria para o resto da vida a sina de assassino.

Imediatamente, após a tragédia, começa-se a campanha: “justiça”, “até quando crimes no trânsito ficarão impunes” e frases assemelhadas entupiram a imprensa falada, escrita e televisionada, bem como, as redes sociais. Lamentavelmente, todos os dias morrem pessoas vítimas da imprudência – imprudência de motoristas, ciclistas, motociclistas e até mesmo pedestres, que teimam em não atravessar na faixa ou o fazem com o sinal aberto para os carros, etc. -, e não se vê tamanha indignação e tentativa de mobilização pública como no caso em questão. Por quê? Porque a vítima é filha de uma assalariada da TV Globo, a sra. Cissa Guimarães. Então, todos os artistas, jornalistas, políticos demagogos e outros espertos em busca de notoriedade saíram em campo exigindo que se fizesse justiça. Ninguém lembrou que a vítima, antes de tal, era transgressor, pois, o túnel estava interditado para manutenção, e não apenas para os automóveis, aliás, “skates” não poderiam trafegar no túnel mesmo que não estivesse fechado... Ninguém lembrou que os colegas “skatistas” deveriam ser corréus, porque reforçaram no pobre Rafael o desejo de violar a interdição, e que se ao invés de incentivar – e participar – tivessem aconselhado ao Rafael que não deveria usar o túnel e sim procurar uma pista de “skate” oficial, ele certamente estaria vivo, o que significa que não apenas o motorista, mas, também os “amigos” do Rafael são responsáveis por sua morte.

Todavia, vivemos numa época em que todos fogem da própria responsabilidade. Assim, a assalariada da rede Globo, artistas, jornalistas, os “amigos” do Rafael, incluindo os que estavam com ele no túnel infringindo a interdição, enfim, todos os que participaram da campanha pedindo “justiça”, só viram responsabilidade e  culpa no outro jovem, e querem o rigor da Lei para o mesmo. Fosse o jovem Rafael Bussamra um morto de fome, já estaria atrás das grades, mas, não é, e desde quase o momento do atropelamento, seu Pai, mostrando a própria formação moral, tentou acobertar o crime subornando a autoridade policial mais próxima, porém, para azar do Empresário, a vítima não era um zé ninguém, era filho de uma assalariada da famigerada família Marinho, se fosse um trabalhador atropelado, indo ou voltando do trabalho, seu filho ficaria tão impune quanto o Thor Batista. O próprio atropelador chegou a defender-se dizendo que buzinou e desacelerou e que o Rafael fez uma manobra brusca e inesperada, daí o atropelamento, ou seja, a culpa é do defunto(!), quem mandou ficar no caminho...

Então, no ápice da insensibilidade moral da sociedade burguesa, com o beneplácito do pior Prefeito da História do Rio de Janeiro, o sr. Eduardo Paes, foi dado o nome de um infrator a um Túnel da Cidade Maravilhosa, apenas porque teve a infelicidade de ser fatalmente vitimado naquele local. Homenagem injusta e imerecida. Lastimo, como todo mundo, a perda de uma vida preciosa, de um jovem com toda uma existência pela frente, mas, o fato concreto e iniludível é que se ele não tivesse desobedecido à interdição estaria vivo. Repito: Rafael Guimarães não merecia aquela homenagem. Já pensaram se a moda pega? Se resolverem mudar os nomes de logradouros todas as vezes que alguém for atropelado? Praças, ruas, avenidas, viadutos, etc. estariam trocando de designação todos os dias. Mas, não se preocupem, isto não acontecerá, pois a totalidade das vítimas de tais fatalidades são pessoas comuns, sem prestígio, sem pais importantes, apenas trabalhadores na labuta diária.

Enfim, só espero que a tristíssima adversidade que atingiu a sra. Cissa Guimarães, - e com cuja dor me solidarizo, pois, sou Pai -, repito, espero que a sra. Cissa Guimarães com tal perda se compenetre que cada ser humano é único, singular, insubstituível e, portanto, pare de fazer campanha pró-aborto.

Anauê!